ITÁLIA FARÁ ‘TODO O POSSÍVEL’ PARA AJUDAR A LÍBIA, DIZ BERLUSCONI

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Publicado quinta-feira, 1 de setembro de 2011 as 15:18, por: cdb

PARIS, 1 SET (ANSA) – O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, declarou hoje, na reunião de um grupo restrito de países sobre a situação na Líbia, que a Itália fará “todo o possível” para ajudar o país árabe conforme o que for solicitado.
   
Segundo fontes diplomáticas internacionais, o premier italiano teria prometido que “faremos todo o possível, tudo aquilo que for pedido” para ajudar a Líbia, recordando que seu país já enviou médicos e remédios.
   
“Estamos recebendo refugiados líbios, reabrimos a embaixada em Trípoli, descongelamos 500 milhões de [euros em] bens” à disposição do Conselho Nacional de Transição (CNT), “pedimos à ONU para descongelar 2,5 bilhões de euros e pedimos para reabrir o Greenstream”, o gasoduto que fornece gás líbio para Malta e Itália.
   
No campo da segurança, Berlusconi anunciou que a Itália também coloca à disposição lanchas para patrulhamento da costa líbia, e garantiu que continuará permitindo que as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) utilizem suas sete bases aéreas para a operação militar no país.
   
Tais medidas, apontou o chefe de Governo italiano, mostram que a Itália está tomando “medidas concretas para um país que quer sair da guerra e andar para a democracia”, atestou.
   
O presidente do CNT, Mustafá Abdul Jalil, agradeceu o empenho da Itália e dos demais países europeus no apoio aos rebeldes líbios e afirmou que, que “se não fossem descongelados bem líbios, seria um sério problema para o país”.
   
A reunião ocorre em Paris e foi convocada pelos governos francês e britânico para discutir medidas de apoio à Líbia sob autoridade do CNT. Compareceram 50 Estados, com 12 chefes de Estado e 17 chefes de Governo presentes, além de algumas dezenas de ministros e responsáveis por oito organizações internacionais.
   
O CNT já é reconhecido por boa parte dos países ocidentais como autoridade responsável pela Líbia, inclusive por países críticos à ação militar da OTAN no país,como a Rússia.
   
O chanceler italiano, Franco Frattini, classificou o reconhecimento do CNT por parte de Moscou como “um grande resultado”.
   
“Quando a Itália, no último 4 de abril, reconheceu o CNT, éramos só em dois países europeus [Itália e França]. Hoje, a linha que a Itália tomou vem sendo seguida por muitos outros países”, comemorou o ministro das Relações Exteriores italiano. (ANSA)