Israelenses e palestinos se preparam para conflito no Iraque

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Publicado terça-feira, 18 de março de 2003 as 09:20, por: cdb

Israel começou seus últimos preparativos para uma guerra no Iraque. O governo do país, que não descarta a possibilidade de ser atacado pelas tropas de Saddam Hussein, garante estar pronto para, em breve, entrar em estado de alerta máximo.

O Exército israelense ordenou a população, nesta terça-feira, a colocar isolantes nas janelas e portas de suas casas. O objetivo é evitar uma contaminação caso os iraquianos usem armas químicas, em um eventual ataque ao país.

Reservistas também estão sendo convocados para operar sistemas de defesa e, na tarde desta terça-feira, o primeiro-ministro Ariel Sharon irá se reunir com o seu gabinete de segurança para traçar os preparativos finais para um conflito.

Enquanto isso, o Parlamento palestino aprovou (com 69 votos contra e uma abstenção) a criação de um posto de primeiro-ministro, cuja influência deve superar à do líder Yasser Arafat.

Reformas

As reformas fazem parte de uma exigência internacional e têm como objetivo facilitar as negociações entre israelenses e palestinos, que, segundo analistas, devem ser retomadas após a guerra no Iraque.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse na semana passada que – assim que o novo líder palestino “com autoridade autêntica” for escolhido – os americanos irão divulgar seu projeto de criação de um Estado palestino.

Espera-se que Arafat convide Mahmoud Abbas, mais conhecido como Abu Mazen, para se tornar o premiê palestino, montando um gabinete nas próximas duas semanas.

Abbas é considerado um proeminente e moderado líder palestino.

Para ele, os 29 meses de violência entre israelenses e palestinos são contrários às aspirações nacionalistas palestinas, o que deve provocar choques com a ala menos moderada da Autoridade Nacional Palestina (ANP), assim como com grupos extremistas como o Hamas.

Mortes

Em meio às mudanças, a violência continua no Oriente Médio.

Nesta terça-feira, um soldado israelense e um líder do Hamas morreram em uma troca de tiros na Cisjordânia.

O líder do Hamas, Ali Alian, disparou contra tropas israelenses que realizam uma incursão em um lugarejo próximo a Belém, matando um soldado.

Em seguida, Alian foi morto pelas tropas israelenses.

De acordo com o Exército, Alian foi o responsável por dois recentes ataques suicidas contra israelenses: o do dia 5 de março em Haifa, que matou 16 pessoas, e outro no qual um americano foi morto.