Israel detém candidato à presidência da Palestina

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Publicado sexta-feira, 7 de janeiro de 2005 as 12:47, por: cdb

Forças de segurança israelenses prenderam nesta sexta-feira, último dia de campanha antes das eleições presidenciais palestinas no domingo, um dos principais candidatos à sucessão de Yasser Arafat na liderança da Autoridade Nacional Palestina (ANP), o independente Mustafá Barghouthi, quando ele tentava entrar, aparentemente sem permissão, em um local sagrado para muçulmanos e judeus em Jerusalém Oriental.

Esta foi a segunda vez em dez dias que a polícia israelense prendeu Barghouthi enquanto ele fazia campanha em Jerusalém Oriental, uma área sagrada disputada por muçulmanos e judeus e que Israel capturou e anexou ao seu território, em uma medida não reconhecida internacionalmente, na guerra de 1967.

Barghouthi está entre os sete candidatos que concorrem à Presidência da ANP na eleição deste domingo. O presidente da Organização para Libertação da Palestina (OLP), Mahmoud Abbas é tido como franco favorito.

Um dos assessores do político disse que Barghouthi tinha permissão para entrar em Jerusalém Oriental, mas não para fazer campanha eleitoral na Explanada das Mesquitas, chamada de Monte do Templo pelos judeus.

Segundo assessores, ele se dirigia para a mesquista de Al-Aqsa para as orações desta sexta-feira, dia sagrado para os muçulmanos. Ele tentou entrar na parte velha da cidade pela “Portão dos Leões”, também conhecida como “Portão de Santo Estevão”, localizada a leste de Jerusalém e perto de uma das entrada das Explanadas da Mesquista, quando foi detido por agentes da polícia israelense.

– Eu venho aqui para rezar na mesquita e agora vocês estão me prendendo. Vocês estão prendendo um candidato presidencial com permissão para estar em Jerusalém – disse Barghouthi a policiais israelenses ao ser detido na entrada da cidade. Logo depois ele foi libertado.

O porta-voz da polícia de Israel, Gil Kleiman, falou sobre o incidente.

– Barghouthi foi detido no Portão dos Leões após entra no Monte do Templo. Ele violou um acordo expresso com as autoridades israelense para que ele não fosse ali.

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