Irlanda referenda austeridade a 31 de Maio

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Publicado terça-feira, 27 de março de 2012 as 18:13, por: cdb

O referendo sobre o pacto da austeridade na Irlanda será a 31 de Maio. A esquerda vai bater-se pelo “Não”, opção que tem larga vantagem, segundo as sondagens, tal como no primeiro referendo sobre o Tratado de Lisboa.Artigo |28 Março, 2012 – 01:04O eurodeputado Paul Murphy em campanha pelo referendo. Foto Socialist Party/Flickr

“Com um ‘Não’ vigoroso explicando as consequências deste tratado, o tratado pode ser derrotado”, declarou o eurodeputado Paul Murphy comentando a marcação da data da consulta popular. Este tratado, acrescentou, “é uma tentativa de institucionalizar a austeridade na lei e provocará novos cortes significativos na Irlanda e através da Europa; a política de austeridade destruiu a vida das pessoas na Europa e na Irlanda” e agora sofremos os efeitos de “desemprego em massa, devastação dos serviços públicos, centenas de jovens abandonando o país em busca de trabalho, retorno da economia irlandesa à recessão e contracção da economia em toda a Zona Euro”.

Paul Murphy é membro do Grupo da Esquerda Unitária (GUE/NGL) eleito pelo Partido Socialista. Considera que o governo irlandês irá usar a tese de que o “Não” deixará “a Irlanda lá fora ao frio”, o que “não é verdade”, sublinhou. “Um forte ‘Não’ enviará uma mensagem ao governo e à Comissão Europeia de que não queremos ser membros do ‘Clube da Austeridade’ porque a austeridade falhou”. O que o governo deve fazer, acrescentou, “é usar o seu veto para travar a ‘cláusula de chantagem’ que está para ser imposta” e convidar os representantes do “Não” a participar em debates públicos abertos”. Desafio o governo, afirmou o eurodeputado, “a desmentir o facto de o artigo 3º deste tratado exigir mais cortes e mais impostos sobre os trabalhadores na Irlanda e através da Europa”.

Além disso, sublinhou Paul Murphy, “o tratado está a ser alvo de uma verdadeira discussão na Europa, a sua ratificação é um debate chave nas eleições presidenciais francesas e é igualmente uma questão muito séria na Holanda”.

Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu.

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