Iraque vai explodir mais homens-bomba

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Publicado sábado, 29 de março de 2003 as 15:35, por: cdb

O vice-presidente iraquiano ameaçou mais ataques suicidas contra tropas anglo-americanas, dizendo que o militante que matou quatro soldados americanos nos arredores de Najaf era um oficial subalterno do Exército, e afirmou que o regime iraquiano “seguirá o inimigo até sua terra”, numa aparente ameaça de ações semelhantes em território de países da coalizão.

Falando numa entrevista coletiva, o vice-presidente Taha Yassin Ramadan identificou o suicida como Ali Jaafar al-Noamani, pai de diversas crianças. Uma declaração oficial sobre o atentado será divulgada mais tarde, afirmou.

“Este é apenas o começo. Vocês vão ter mais notícias depois”, disse Ramadan. Perguntado se os ataques suicidas passarão a ser política das forças iraquianas, Ramadan afirmou: “Será política militar de rotina. Usaremos todos os meios para matar o inimigo em nossa terra e seguiremos o inimigo até sua terra”.

Ramadan disse também que “milhares de combatentes árabes” estão chegando ao Iraque. Segundo informações da Jordânia, 5.500 iraquianos voltaram para seu país desde o início da guerra. A Síria, segundo a TV Al-Jazira, garante que, a cada dia, 400 pessoas cruzam a fronteira rumo ao Iraque. Não há confirmação independente dessas alegações.

O vice-presidente afirmou que o Iraque, assim como muitos outros países, não pode se igualar em armamento aos Estados Unidos. “Eles têm bombas que podem matar 500 pessoas, mas tenho certeza de que virá o dia em que uma única operação de martírio matará 5.000 inimigos”, afirmou.

“O povo iraquiano tem o direito legal de lidar com o inimigo de todas as formas”, acrescentou.

Nada da ONU
Ramadan também rejeitou, como ilegal, a mais recente resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, afirmando que ela dá à invasão do Iraque “uma camada de legitimidade”. “Rejeitamos categoricamente a resolução do Conselho de Segurança”, disse. “Ela nasceu morta e continuará morta”. Sobre as tropas invasoras, ele afirmou: “Meu conselho é que se retiram do Iraque o quanto antes”.

Se isso não acontecer, afirmou, “o povo iraquiano, incluindo as mulheres, serão fedayin (guerrilheiros), e o povo árabe será fedayin contra seus governantes traiçoeiros”.