Iraque: o clímax da violência

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 26 de janeiro de 2005 as 13:38, por: cdb

A situação no Iraque é a mais tensa desde a invasão pela Coalisão e a prisão de Saddam Hussein.

 

Nas vésperas das eleições, que serão no próximo domingo, dia 30 de janeiro, a média é de 20 mortos por dia no país.

 

Não é mais possível saber quem está por trás dos ataques e quem está contra eles.

 

De um lado há os xiitas que querem as eleições por serem a maioria no país e por estarem sedentos de ocupar algum lugar de destaque no governo iraquiano depois de tanto tempo de ditadura sunita, pelas mãos de Saddam.

 

Do outro lado os sunitas, que não querem perder o poder que tinham, contudo são 30% da população apenas. Os ataques a postos de eleição e a violência que está difundida por todo o Iraque, é atribuída a eles.

 

O governo atual, de Alawi alega que não há condições de se fazer uma eleição devido à condição atual de segurança do país e que não tem como garantir que eleitores poderão ir às urnas tranqüilamente.

 

Acontece que Alawi, é sunita e também não deseja perder o poder que os americanos lhe deram. Na época que houve a transferência de governo, em junho do último ano, as condições de violência também eram alarmantes e eram os xiitas que não queriam ver os sunitas novamente no poder.

 

Mas o atual governo insiste que não haverá segurança e que por isso pode ser que a legitimidade das eleições seja afetada.

 

Não dá mais para saber de que  lado a atual administração está. Não dá nem mesmo para saber de que lado os próprios EUA estão, visto que ter um governo xiita também não seria agradável para Washington.