Iraque cobra mais ação dos árabes contra a guerra

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Publicado terça-feira, 25 de março de 2003 as 10:30, por: cdb

O vice-presidente do Iraque, Taha Yassin Ramadan, criticou nesta terça-feira, em Badgá, os países árabes que fornecem petróleo para os Estados Unidos e a Grã-Bretanha.

Descrevendo os americanos e britânicos como “agressores”, o representante do governo iraquiano disse que se os árabes parassem de vender petróleo para esses países, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha “iriam ter as suas costas quebradas”.

A reação iraquiana veio depois da aprovação de um documento pela Liga Árabe, com exceção do Kuwait e da Jordânia, solicitando um cessar-fogo imediato no Iraque.

De acordo com analistas, no entanto, o documento não passa de propaganda já que a maior parte dos países árabes depende financeiramente dos Estados Unidos.

Mais atitude

Ramadan afirmou que os países árabes precisam ter uma atitude mais efetiva em relação ao conflito. “Até agora, só ouvimos desses países nada mais do que condenações à guerra, que não têm um valor muito grande”, opiniou.

O vice-presidente do Iraque pediu ainda que os Estados árabes fechem os seus espaços aéreos, suas estradas e suas estações de suprimento de água para americanos e britânicos.

Ramadan disse ainda que os iraquianos continuam resistindo à ocupação americana, sob o comando do presidente Saddam Hussein.

“Queremos dar uma chance aos países árabes de defenderem a sua honra e se unirem a nós antes do fim da batalha. A história vai julgar os árabes que não estiverem do nosso lado”, afirmou.