Iraque: as armas descobertas

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Publicado sexta-feira, 17 de janeiro de 2003 as 13:01, por: cdb

Uma equipe de inspetores das Nações Unidas encontrou nesta quinta-feira, no Iraque, 11 ogivas vazias, utilizadas no transporte de armas químicas e cujo estado de conservação foi descrito como em “excelentes condições”.

Segundo um porta-voz da ONU, também foi descoberta uma outra ogiva, de origem ainda desconhecida.

As ogivas foram localizadas por uma equipe da Comissão de Monitoração, Verificação e Inspeção da ONU (UNMOVIC) que vistoriava um depósito de munições em Ukhaider, a 150 quilômetros a sudoeste de Bagdad.

Durante a visita ao local, os técnicos inspecionaram um grupo grande de bunkers construídos no final dos anos 1990.

Os técnicos encontraram 11 ogivas químicas vazias, de 122 milímetros, e uma outra que exige uma avaliação mais detalhada.

As ogivas são similares às importadas pelo Iraque no final da década de 1980, segundo o porta-voz da ONU.

A equipe da UNMOVIC usou um equipamento portátil de raios-X para analisar uma das ogivas e recolheu amostras para exames químicos.

Também nesta quinta-feira, técnicos da organização mundial visitaram residências particulares pela primeira vez, à procura de provas do alegado programa de armas de destruição em massa do Iraque.

Entre as casas vistoriadas estavam algumas pertencentes a cientistas, segundo autoridades iraquianas.

As casas situam-se no bairro de Al-Ghazaliyah, em Bagdad, e não foram incluídas na lista de locais declarados pelo Iraque – uma indicação de que os inspetores podem ter feito a inspeção com base em pistas fornecidas por serviços de inteligência dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha.

No começo do dia, após se reunir com autoridades da União Européia em Bruxelas, o chefe da UNMOVIC, Hans Blix, disse que o Iraque fez importações ilegais de armas até o ano passado.

Blix acrescentou, porém, que ainda não é sabido se o material tem relação com armas de destruição em massa.

“Está claro que eles violaram as sanções da ONU em termos de importações”, concluiu.

O correspondente da CNN Richard Roth comentou que, entre os produtos importados, havia peças de mísseis.