IPCA-15 desacelera e taxa em 12 meses fica abaixo de 6% após mais de um ano

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Publicado sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 as 08:01, por: cdb

IPCA-15 desacelera e taxa em 12 meses fica abaixo de 6% após mais de um ano

Maior impacto no mês foi dos custos com educação; preços de alimentos recuaram. Taxa recuou 1,35 ponto em cinco meses

Por: Vitor Nuzzi, Rede Brasil Atual

Publicado em 17/02/2012, 09:15

Última atualização às 09:40

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São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) teve variação de 0,53% em fevereiro, abaixo tanto de janeiro (0,65%) como de fevereiro do ano passado (0,97%). No primeiro bimestre, o índice, considerado uma prévia da inflação oficial, atingiu 1,18%. Em 12 meses, ficou em 5,98%, abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores (6,44%) – o IPCA-15 está abaixo de 6% pela primeira vez desde dezembro de 2010 (5,79%). Em setembro do ano passado, chegou a 7,33% – ou seja, a taxa recuou 1,35 ponto em cinco meses. Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (17) pelo IBGE.

O instituto lembrou que essa é a primeira divulgação com a nova estrutura de pesos, que incorpora os resultados dos gastos de consumo da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do período 2008-2009.

O principal impacto no mês (0,25 ponto percentual na taxa geral) foi do grupo Educação, com alta de 5,66%. “Esse resultado reflete os reajustes praticados no início do ano letivo, com destaque para os aumentos nas mensalidades dos cursos regulares, que subiram 6,95% e constituíram-se no item de maior impacto individual no mês, com 0,19 ponto percentual.”, informou o IBGE. A categoria cursos diversos, que inclui idiomas e informática, teve variação de 7,09%.

A segunda maior variação de fevereiro – impacto de 0,11 ponto percentual – foi do grupo Despesas Pessoais (1,07%, ante 0,55% em janeiro), com influência dos empregados domésticos (de 0,76% para 1,78%). O instituto destacou ainda as altas dos serviços de manicure (de 0,68% para 2,01%) e cabeleireiro (de 0,44% para 0,84%). Já os artigos de residência passaram de -0,68% para 0,22%, com influência dos preços de eletrodomésticos (de -1,67% para 1,22%) e do item mobiliário (de -1,07% para 0,44%).

O grupo Alimentação e Bebidas passou de 1,25%, em janeiro, para 0,29%. O ritmo de crescimento dos preços diminuiu principalmente nos alimentos consumidos fora do domicílio (de 1,47% para 0,65%). As carnes foram de 2,03% para -2,10%. Vários alimentos mostraram-se mais baratos de um mês para o outro, com destaque para o tomate (de 11,22% para -3,82%), açúcar refinado (de -1,58% para -2,72%), açúcar cristal (de -1,52% para -1,82%) e pão francês (de 0,76% para -0,41%)”, destacou o IBGE.

Também foram menores as taxas dos grupos Habitação (de 0,54% em janeiro para 0,48% em fevereiro), Vestuário (de 0,19% para -0,33%),  Transporte (de 0,79% para -0,05%) e Comunicação (de 0,37% para 0,03%).

Entre os índices regionais, o maior foi o do Rio de Janeiro (1,23%), com impacto da alta nas tarifas de ônibus urbanos (5,77%) e dos salários dos empregados domésticos (7,6%). O menor foi o de Fortaleza (-0,01%), que registrou queda de 0,20% nos preços dos produtos alimentícios. O IPCA-15 teve variação de 0,82% na região metropolitana de Belém, 0,72% em Belo Horizonte, 0,13% em Brasília, 0,24% em Curitiba, 0,34% em Goiânia, 0,35% em Porto Alegre, 0,47% em Recife, 0,53% em Salvador e 0,40% em São Paulo.

O IBGE lembra que os preços foram coletados no período de 14 de janeiro a 10 de fevereiro, e comparados com o período imediatamente anterior (14 de dezembro a 13 de janeiro). O indicador refere-se a famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos.