IPCA-15 avança, pressionado por transportes

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Publicado sexta-feira, 25 de novembro de 2005 as 12:16, por: cdb

A inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) ganhou força em novembro e alcançou o maior nível desde maio, pressionada principalmente pelos preços de alimentos e transportes. O IPCA-15 subiu 0,78%, seguindo a alta de 0,56% em outubro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira. Os preços de transportes e alimentos foram responsáveis por 64% do indicador.

– Teve manutenção da alta de alimentação, mas acho que isso está mais associado ao período de safra e deve voltar um pouco, e tem aumentos localizados – afirmou Adauto Lima, economista do WestLB do Brasil.

Apesar de destacar que a aceleração é pontual e que os núcleos seguiram mais comportados, o economista afirmou que deve revisar para cima sua projeção para o IPCA de novembro – de 0,38% para algo entre 0,45% e 0,50%.

O grupo Transportes apresentou alta de 1,31%, influenciado por passagens aéreas (+13,21%), álcool (+7,66%), ônibus urbanos (+1,48%) e gasolina (+1,26%). O aumento da gasolina se deu basicamente em Goiânia, onde o repasse do reajuste ocorrido nas refinarias foi defasado, segundo o IBGE.

Em Alimentação e bebidas, o avanço foi de 0,99% em função, sobretudo, do aumento dos preços de carnes (+5,58%). Os custos de energia elétrica subiram 1,27% e os de Vestuário, 1,15%. No ano, o IPCA-15 acumula elevação de 5,48%, ultrapassando a meta do ano de 5,10%, e nos últimos 12 meses, de 6,36%.

O IPCA-15 usa a mesma metodologia do IPCA, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país. A diferença entre os dois indicadores está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário e o IPCA-15 mediu os preços de 12 de outubro a 14 de novembro.