Interesses do país estão em primeiro lugar

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Publicado terça-feira, 27 de março de 2012 as 12:30, por: cdb

Está corretíssima a presidenta Dilma Rousseff ao vetar o projeto pelo qual verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) seriam destinadas à obras e empreendimentos da Copa de 2014 e dos jogos olímpicos de 2016.

A proposta, aprovada pelo Congresso no começo do mês, aguardava a chancela da presidenta. Ela, porém, muito acertadamente, avaliou que a medida “desvirtua a prioridade da aplicação do fundo”.

Os congressistas argumentavam que o dinheiro do fundo de investimentos – constituído por recursos do FGTS – poderia ser aplicado em projetos relativos aos dois eventos esportivos que o Brasil sediará em 2014 e 2016, na infraestrutura dos aeroportos, no setor hoteleiro e também em transportes e mobilidade urbana.

Só faltava essa…

A negativa da presidenta, por sua vez, lembra aos parlamentares que o dinheiro do FI-FGTS tem destino mais do que certo: os setores essenciais para o desenvolvimento no país. O fundo foi criado em 2007 e se destina a “empreendimentos de infra-estrutura em rodovias, portos, hidrovias, ferrovias, energia e saneamento”. Aliás, a maior parte deste fundo é destinada ao saneamento básico no país.

Não é à toa que o veto da presidenta foi defendido pelos ministérios da Fazenda, Cidades e Planejamento. Em sua resposta aos parlamentares, o governo federal deixou bem claro que os empreendimentos relacionados aos jogos mundiais já contam com linhas de créditos disponíveis e que os recursos para os investimentos essenciais à realização dos jogos já estão assegurados. Aliás, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) há recursos específicos para este fim.

A presidenta tem, portanto, toda razão em sua decisão.