Intelig desiste de substituir presidente e venda pode estar próxima

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Publicado segunda-feira, 26 de maio de 2003 as 18:59, por: cdb

Os acionistas da Intelig decidiram esperar pela venda da empresa antes de indicar o novo presidente da operadora brasileira, o que indica que o processo de transferência do controle está próximo de se concretizar.

Segundo o diretor de assuntos regulatórios da empresa, Alan Rivieri, o cargo vai ficar vago até que a empresa seja vendida. Enquanto isso, ela será administrada por um grupo de três executivos do qual ele faz parte.

– Não haveria sentido em colocar um presidente para um período curto de tempo. O próximo controlador indicará um presidente – afirmou Rivieri.

Na última sexta-feira (23), o executivo José Carlos Cunha deixou o comando da empresa, o que aumentou as especulações sobre a venda da operadora. Cunha lidera um dos grupos interessados na compra da Intelig.

– Ocupar o cargo de CEO (principal executivo da empresa) e liderar uma proposta de compra, nesse estágio do processo, poderia levar a um conflito de interesses. Houve um entendimento de que o desligamento seria a melhor saída. De fora da empresa ele vai poder se dedicar a esse projeto – afirmou Rivieri.

A Intelig também é disputada por outros grupos, como as operadoras Brasil Telecom e GVT. A BrT é a candidata mais forte, mas só poderá fazer a aquisição depois que obtiver da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) o seu certificado de cumprimento das metas de universalização, o que deve ocorrer em breve.

Segundo Rivieri, a receita da empresa cresceu nos últimos meses e os números do início de 2003, que ainda não estão fechados, são melhores que os de 2002. No ano passado, a empresa teve uma receita líquida de R$ 1,04 bilhão.

A Intelig é controlada pelas empresas National Grid (50%), Sprint (25%) e France Telecom (25%).