Inspetores de armas da ONU viajam para o Iraque na próxima segunda

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Publicado quarta-feira, 13 de novembro de 2002 as 00:03, por: cdb

O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, informou, nesta terça-feira, que os inspetores de armas da ONU seguirão para o Iraque no início da próxima semana, já na segunda-feira.

As declarações de Annan foram feitas após reunião com o secretário de Estados norte-americano, Colin Powell, em Washington, e apesar dos sinais enviados pelo Parlamento iraquino que condenou em bloco a resolução do Conselho de Segurança da ONU para o retorno dos inspetores de armas ao Iraque.

Com a votação no Parlamento iraquiano, caberá agora ao Conselho do Comando Revolucionário, que é presidido por Saddam Hussein, a palavra final sobre a resolução da ONU.

Kofi Annan disse ter a esperança de que o governo iraquiano acate a resolução aprovada. “A resposta do Iraque à resolução é um teste da efetividade das Nações Unidas”, disse Annan.

Com o envio dos inspetores, a ONU segue o cronograma que foi definido e se coloca em condições de uma atuação imediata. O Iraque tem até sexta-feira para dar sua resposta final. Caso seja negativa, o Conselho de Segurança será imediatamente convocado.

Powell desconsidera voto no Parlamento
“A votação da Assembléia Nacional do Iraque não deve ser levada a sério; eles não são um Parlamento de verdade”, disse Powell. “Vamos esperar para ver o que o Iraque irá fazer”, continuou.

“Não quero conjeturar o que o Conselho de Segurança poderá fazer ou o que os Estados Unidos poderão fazer na falta de uma resposta positiva”, acrescentou.

Funcionários do Governo norte-americano informaram que, até agora, não receberam comunicado oficial algum do Iraque a respeito da resolução.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que não haverá mais negociação e que a única opção do Iraque é aceitar a resolução.

“Agora, a política é de tolerância zero”, declarou Bush. “Se o Saddam Hussein não acatar detalhadamente a resolução, vamos liderar uma coalizão para desarmá-lo”, continuou.

“Chega de negociações; não há mais tempo… ele disse que se desarmaria e, agora, tem que se desarmar”.