Inquérito do caso João Hélio é encaminhado à Promotoria

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007 as 16:43, por: cdb

O inquérito sobre a morte do menino João Hélio com cerca de 300 páginas foi entregue à 1ª Vara Criminal de Madureira, no subúrbio do Rio, nesta sexta-feira. De acordo com o inquérito, os envolvidos no crime devem responder por latrocínio (roubo seguido de morte), formação de quadrilha com agravante de ser armada (que dobra a pena) e corrupção de menor.

– A decisão agora cabe à promotoria. Eles é que vão decidir se aceitam, ou não, a minha denúncia -, informa o delegado Hércules Nascimento que abriu um novo inquérito para apurar outros crimes praticados pelo grupo de assaltantes.

A receptação de veículos será um dos tópicos investigados, assim como o uso que a quadrilha fazia desses roubos.

Os quatro suspeitos estão com a prisão temporária decretada até 10 de março. O delegado disse ainda que o promotor pode pedir outro tipo de denúncia, mas a decisão final é do juiz.

O delegado Hércules Nascimento recebeu também o laudo com as impressões digitais (confronto papiloscópico) dos criminosos tiradas dentro do carro roubado, na manhã desta sexta, e anexou ao inquérito. O documento não mostrou a presença dos suspeitos dentro do carro, mas, de acordo com o delegado, o resultado já era esperado. 

Para o delegado, não há dúvidas de que o menor estava no banco de trás. Segundo testemunhas, o menor teria fechado a porta do carro e deixado João Hélio do lado de fora preso ao cinto de segurança. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o menor receberá pena sócio-educativa de, no máximo, três anos.

 Testemunhas afirmaram que o carro trafegava em ziguezague e passavam perto dos postes na tentativa de se livrar do corpo do menino, informou o delegado. Quando os policiais fizeram a reconstituição do trajeto, também confirmaram que as testemunhas tinham condições de reconhecer os criminosos.