Inflação medida pelo IPC-S é a maior desde a terceira semana de maio

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Publicado quinta-feira, 8 de setembro de 2011 as 07:52, por: cdb

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV, ficou em 0,74%, na primeira prévia de setembro, o que representa um avanço de 0,34 ponto percentual sobre o resultado do encerramento de agosto (0,40%). É a maior taxa desde a terceira semana de maio de 2011, quando o índice ficou em 0,96%.

Inflação
Grupos de alimentos é o que mais elevou os preços na inflação

Cinco dos sete grupos pesquisados apresentaram índices de reajustes acima dos registrados no levantamento anterior. As maiores elevações ocorreram no grupo alimentação, com alta de 1,76% ante 0,80%. Entre os itens que ficaram mais caros estão as frutas (de 7,47% para 13,77%) e as hortaliças e os legumes (de -4,15% para -1,49%).

No grupo vestuário, a taxa passou de -0,33% para 0,70%, sob a influência da entrada nas lojas da nova coleção primavera-verão, com os preços das roupas subindo 0,88%, ante 0,33%. Em transportes, o índice aumentou de 0,11% para 0,16%, com reflexo do seguro facultativo para veículo (de -1,05% para -0,19%).

No grupo habitação, houve ligeira elevação de 0,38% para 0,39%, atribuída à alta na mão de obra para reparos na residência. Em educação, leitura e recreação, ocorreu um acréscimo de 0,25% ante 0,19%. Neste caso, a maior pressão foi provocada pela correção no preço da passagem aérea (de -0,94% para 2,30%).

Em compensação, foram constatados decréscimos nos grupos saúde e cuidados pessoais (de 0,46% para 0,42%), com recuo em artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,57% para 0,23%), e em despesas diversas, com queda de -0,10% ante -0,04%, puxada pelo item alimento para animais domésticos (de -2,02% para -2,92%).

Os cinco itens que mais influenciaram o avanço inflacionário são: limão (de 104,85% para 121,20%), aluguel residencial (de 0,72% para 0,86%), leite do tipo longa vida (de 2,66% para 3,28%), tomate (de 5,19% para 8,10%) e mamão da Amazônia (de 11,30% para 12,96%).

Em sentido inverso, os cinco itens com as maiores quedas de preços são: batata- inglesa (de -21,39% para -13,66%), alho (de -10,38% para -11,65%), sardinha-fresca (de -10,49% para -15,40%), cebola ( de -10,01% para -8,58%) e pescada-branca (de -11,93% para -12,26%).