Inflação medida pelo IPC-S cai para 0,44%

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Publicado segunda-feira, 27 de outubro de 2003 as 23:06, por: cdb

O IPC-S de 17 de outubro de 2003 registrou variação de 0,44%, 0,09 ponto percentual abaixo da taxa apurada na última semana. As maiores contribuições para a alta foram dos grupos Habitação, Saúde e Cuidados Pessoais e Transportes, que, somados, foram responsáveis por 72,34% da taxa de variação do índice.

Dos sete grupos componentes, cinco apresentaram taxas menores que as calculadas na apuração anterior e quatro tiveram variação acima da taxa média. A maior influência continua a ser exercida pelo grupo Habitação, ainda pelo efeito do reajuste dos seguintes preços administrados: taxa de água e esgoto residencial, telefone residencial – assinatura e pulsos e eletricidade residencial.

O grupo Alimentação registrou variação de 0,17%, 0,17 ponto abaixo da taxa calculada na última apuração. Nesta apuração, 15 dos 20 gêneros componentes do grupo Alimentação apresentaram taxas menores do que as registradas na apuração anterior.

As carnes bovinas, item com maior sensibilidade aos efeitos da entressafra, mostraram taxas decrescentes pela segunda semana consecutiva. As carnes de outros animais também apresentaram sensível redução nesta apuração. Contudo, aves e ovos e carnes suínas continuaram a apresentar elevação em suas taxas.

O grupo Habitação registrou variação de 0,55%, 0,12 ponto percentual inferior à taxa apurada na última edição. Mesmo em desaceleração, sua influência continua sendo a maior na formação do IPC-S. Nesta apuração, o grupo foi responsável por 40% da taxa de variação do índice. Caso a influência dos preços administrados fosse subtraída deste grupo, teríamos um IPC-S da ordem de 0,29%.

A taxa de variação do grupo Saúde e Cuidados Pessoais manteve-se estável pela terceira semana consecutiva. Sua taxa nesta edição foi de 0,64%, subindo apenas 0,01 ponto. A taxa do grupo Transportes continua a registrar desaceleração.

Sua taxa recuou de 0,59% para 0,52%. As passagens de ônibus urbano e metrô influenciaram de forma decrescente as taxas do IPC-S. Da mesma forma, álcool combustível e gasolina também contribuíram para esta desaceleração. A taxa do álcool combustível passou de 0,62% para 0,15% e a da gasolina, de 0,37% para 0,26%.

Das 12 capitais pesquisadas, o IPC-S registrou oito desacelerações, número igual ao da semana passada. Nesta apuração não foi detectada nenhuma variação negativa. A capital que registrou a maior desaceleração foi Salvador, com queda de 0,35 ponto percentual. Em Florianópolis apurou-se a maior aceleração, com alta de 0,08 ponto.