Inflação desacelera com queda nos preços dos combustíveis

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Publicado sexta-feira, 9 de dezembro de 2005 as 12:52, por: cdb

A inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou em novembro, em linha com as expectativas do mercado, devido ao menor impacto do reajuste de combustíveis feito em setembro. Por outro lado, os preços de alimentos impediram um alívio maior. O IPCA subiu 0,55%, ante 0,75% em outubro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Economistas previam em média alta de 0,55%, com os prognósticos variando de 0,45% a 0,62% e mediana de 0,56%. Os preços de gasolina avançaram 0,83%, ante alta de 4,17% anterior. Os do álcool combustível tiveram elevação de 2,52% contra 10,48% em outubro. Os preços dos combustíveis aumentaram 1,15% em novembro, ante 5,35% em outubro. Também contribuíram para a desaceleração da alta do grupo Transportes menores aumentos de preços de passagens aéreas, de 5,04 % ante 11,06 % em outubro  e de ônibus urbano, de 0,64 % em novembro contra 1,10 % anterior. Os custos de alimentos avançaram 0,88%, seguindo a alta de 0,27% em outubro.

Destacaram-se as elevações de babata-inglesa e tomate. Já as carnes tiveram alta em ritmo menor, de 1,78 % comparado a 4,20 % em outubro. O maior impacto individual foi de energia elétrica, de 0,06 ponto percentual. O IPCA acumula no ano elevação de 5,31%, superando o alvo perseguido pelo Banco Central de 5,1%. Nos últimos 12 meses, o avanço acumulado do IPCA é de 6,22%. O IPCA mede a variação dos preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Goiânia. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que tem a mesma metodologia do IPCA mas mede os custos para famílias com renda de até 8 salários mínimos, subiu 0,54% em novembro, ante 0,58% em outubro.

De acordo com a gerente do Sistema de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, o índice teria que apurar deflação de 0,20% para encerrar o ano dentro da meta prevista, hipótese praticamente descartada. O cenário mais provável é de que o índice encerre o ano de acordo com a previsão revista pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão ligado ao Ministério do Planejamento, de 5,7%. Para encerrar o ano nesta marca, o índice precisa registrar alta de 0,37% em dezembro.

Segundo Santos, não existem fortes pressões inflacionárias sobre o índice deste mês. Os principais aumentos previstos são de ônibus intermunicipal em Belo Horizonte, de ônibus urbano em Recife e de água e esgoto em Fortaleza.

– A tendência é a inflação convergir para menos de 6%, uma vez que a taxa foi de 0,86% em dezembro do ano passado. Não existe indicação de taxa deste tamanho em dezembro – afirmou Santos.