Inflação, comportada, fica aquém das expectativas de mercado

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Publicado quarta-feira, 1 de novembro de 2006 as 10:31, por: cdb

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) contabilizado até 31 de outubro subiu 0,14% e se manteve inalterado, em comparação à taxa registrada no período até 22 de outubro. Os números, anunciados na manhã desta quarta-feira, estão de acordo com a previsão de analistas ouvidos pelo Correio do Brasil. O mercado esperava um resultado entre 0,12% a 0,18%. Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IPC-S, bem como o resultado anterior do índice, é “o menor resultado desde a quarta semana de julho, quando o índice registrou variação de 0,06%”.

Cinco das sete classes de despesa usadas para cálculo do IPC-S sofreram desaceleração ou deflação mais intensa de preços, na passagem do indicador de até 22 de outubro para o índice de até 31 de outubro. Isso ocorreu com o setor de Habitação, que registrou queda de 0,15% para 0,10%; Vestuário, redução de 1,26% para 1,07%; Saúde e Cuidados Pessoais, baixa de 0,42% para 0,36%; Educação, Leitura e Recreação, redução de 0,09% para 0,03%; e Transportes, que registrou queda de -0,35% para -0,36%.

O setor de Alimentação foi o único grupo que registrou aceleração de preços, no mesmo período, com alta de 0,04% para 0,17%. As altas de preço mais expressivas, por produtos, foram registradas nos preços de tomate, alta de 16,79%; limão, aumento de 17,85%; e frango em pedaços, cujos preços tiveram elevação de 6,88%. As quedas de preços mais expressivas, na outra ponta, foram registradas no mamão papaya, redução de 34,18%; manga, queda de 24,73%; e álcool combustível, baixa de 5,56%.

A taxa do IPC-S anunciada nesta quarta-feira é o mesmo resultado Índice de Preços ao Consumidor – Disponibilidade Interna (IPC-DI) de outubro, que será anunciado dentro do IGP-DI do mesmo mês, no dia 7 de novembro.