Inflação chinesa dá sinais de que vai ceder após ação do governo

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Publicado quinta-feira, 30 de dezembro de 2010 as 14:50, por: cdb
Inflação chinesa
A inflação dos alimentos preocupa as autoridades chinesas

A inflação chinesa mostrou sinais de desaceleração em uma pesquisa do setor manufatureiro divulgada nesta quinta-feira, um indicador antecipado de que o governo conseguirá manter o curso de um aperto monetário gradual e não agressivo. Um alívio das pressões inflacionárias também pode limitar a alta do iuan nesta semana, moeda que atingiu a máxima recorde frente ao dólar, algo que o Banco Central considera essencial no controle dos preços.

O índice do HSBC para o setor manufatureiro da China caiu à mínima em três meses de 54,4 em dezembro, ante 55,3 em novembro, sugerindo que o ritmo da expansão empresarial nas fábricas está moderado, mas mantendo-se forte. O número oferece um sinal antecipado do crescimento econômico chinês em geral, mas a atenção se concentra na inflação, que está no maior nível em mais de dois anos.

Sobre os preços, a pesquisa do HSBC deu certo alívio. O subíndice de preços de produção caiu à mínima em três meses de 72,3, ante 80,8 em novembro, enquanto o subíndice de preços ao consumidor do setor manufatureiro teve a menor leitura em quatro meses. Os componentes de inflação ainda estão em território de expansão, indicando que as empresas estão transmitindo ao consumidor os custos mais elevados de matérias-primas, em vez de absorvê-los e prejudicar os lucros.

Reação das bolsas

A bolsa de valores do Japão fechou o ano em queda nesta quinta-feira, com o iene forte derrubando as ações de grandes exportadoras, mas os mercados do resto da Ásia
tiveram alta, consolidando ganhos sólidos para 2010, liderados por um rali de quase 50% na Indonésia no ano. Por enquanto, os investidores pareciam esperar perspectivas positivas para a Ásia e a recuperação econômica dos Estados Unidos em 2011, dando menos importância ao risco de mais elevações de juros em economias emergentes como a China e de uma piora da crise de dívida soberana na zona do euro.

O índice MSCI de bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 0,74%, acumulando alta de quase 15% neste ano. Em Seul, o mercado avançou 0,4%, fechando o ano com ganho de 22%. O índice da Indonésia IDX, com o melhor desempenho da região, também subiu 0,4% nesta quinta-feira, resultando em 47% de alta no ano como um todo.

Por outro lado, a bolsa de Tóquio caiu 1,1%, com investidores vendendo exportadoras como a Toyota Motor, devido ao iene mais valorizado. O índice Nikkei encerrou o ano em queda de 3%, um dos piores resultados da região. Muitos mercados asiáticos, como Japão, Coreia do Sul, Tailândia, Indonésia, Filipinas e Malásia fecham na sexta-feira, enquanto outros, como a Austrália, funcionam até a metade do dia.

Em Xangai, houve alta de 0,29%, para 2.759 pontos. Em Hong Kong, o mercado avançou 0,13%, para 22.999 pontos. A bolsa de Cingapura subiu 0,14%, para 3.2012 pontos, e a de Taiwan ganhou 0,47%, para 8.907 pontos.