Inflação cai para o consumidor

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Publicado terça-feira, 24 de junho de 2003 as 00:23, por: cdb

Os preços para o consumidor desabaram depois de dois meses de quedas tímidas. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), divulgado nesta segunda-feira, ficou em 0,28%, menos da metade do percentual divulgado na semana passada: 0,57%.

A queda foi generalizada, mas Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirma que o IPC-S “atingiu um patamar difícil de ser derrubado, pois o índice já captou os efeitos mais fortes da queda de preços”.

– Dentro de um mês, os reajustes previstos para os custos da telefonia e da energia elétrica de São Paulo devem voltar a pressionar a inflação para o consumidor – disse o economista.

Os motivos da queda do IPC-S observada nesta divulgação foram a estabilização do câmbio, a redução dos preços dos combustíveis e os resultados positivos da safra agrícola. O arrefecimento da economia também contribuiu para que o índice caísse, embora em menor grau, afirma Quadros.

O IPC-S foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 15 de maio de 2003 e 14 de junho de 2003, comparados aos apurados entre 15 de abril de 2003 e 14 de maio de 2003.

As sete classes de despesa que formam o IPC-S desaceleraram. Os três grupos com maior peso (Alimentação, Habitação e Transportes), que somados correspondem a 72,03% do índice, tiveram desacelerações superiores a 0,30 ponto percentual.

O grupo Transportes acelerou o ritmo de queda, passando de -0,86% na semana passada para -1,19% nesta divulgação. O principal motivo para esse comportamento foi a redução dos preços dos combustíveis. A variação deste item foi de -4,37%, contra -3,44%, na apuração anterior.

“A gasolina e o óleo diesel tiveram reduções de 0,45 e 0,23 ponto percentual, nesta ordem. Estas reduções já se encontram em ritmo decrescente, sugerindo que o efeito da redução anunciada pela Petrobrás no início de maio começa a se esgotar.

Houve, no entanto, outro impulso de redução de preços no grupo, proveniente do álcool combustível, cuja variação baixou de -4,20% para -6,92%”, informou a Fundação Getúlio Vargas.