Incertezas rondam a realização da Copa em 2002

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Publicado quinta-feira, 18 de outubro de 2001 as 19:45, por: cdb

A cada dia que passa, parece mais difícil que aconteça a Copa do Mundo de 2002. Todos os dias surge um novo problema. O primeiro foi a quebra da empresa que iria cuidar da preparação e organização da Copa, a ISL, que também patrocinava o Flamengo. Depois as preocupações eram os hooligans, violentos torcedores ingleses. Os ataques de 11 de setembro também viraram preocupação, pois os EUA e a Inglaterra, que em guerra contra os talibãs, estão classificados para Copa e podem servir de alvo para terroristas.

Outro problema que ameaça a não realização da Copa é a ruptura de contrato da empresa escolhida para fazer o seguro do evento, que já rompeu o compromisso com a FIFA. De acordo com o vice-presidente da Federação, o argentino Julio Grondona, dificilmente uma Copa será disputada sem que haja uma seguradora.

E se esses problemas já não fossem o suficiente, os organizadores do evento estão temendo um ataque com armas biológicas. O medo é tão grande que eles mandaram fazer um manual com medidas a serem tomadas em caso de atentados, inclusive como socorrer as pessoas que forem contaminadas por arma biológica.

O torneio ainda poderá ser realizado sem a cobertura de uma seguradora, se os governos japonês e sul-coreano garantirem a integridade física de atletas e público, como aconteceu com a Copa América, na Colômbia. Mas a realidade é que dificilmente se consegue uma certeza de 100% contra ataques terroristas. Nas Olimpíadas de Munique, em 1972, a segurança tinha tudo esquematizado, mas aconteceu um seqüestro da delegação judia e 11 israelenses morreram.

Para Felipão, treinador da Seleção do Brasil, em um breve momento de profeta, disse que o conflito vai durar no, “no máximo, mais vinte dias” e assim não deve atrapalhar a realização da Copa. Mas ele confessou, depois, temer a possibilidade da não realização do mundial.

Pelé também acha que haverá Copa do Mundo e diz acreditar que o planeta seguirá o caminho da paz. Mas alertou que não haverá paz enquanto houver injustiça social e que as grandes potências precisam pensar nisso. Ele disse, ainda, que acredita na classificação do Brasil, México e Uruguai. Todos em situações complicadas na fase eliminatória.