Impsat briga com a Embratel por corte de conexão

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Publicado quinta-feira, 30 de agosto de 2001 as 15:20, por: cdb

Uma briga feia. Ao menos é o que indica o confronto entre a Impsat -fornecedora de acesso corporativo Web – e a Embratel – praticamente a única fornecedora de backbone Internet de alta velocidade em escala nacional – principalmente depois da primeira ter seus links de conexão IP cortados, nesta quarta-feira, pela conhecida carrier ex-estatal de longa distância.
A Impsat, porém, garantiu em nota oficial, que seus serviços “estão em operação normal, pois não dependem exclusivamente dos links da Embratel”.
Segundo informações da Embratel, a carrier de longa distância teria tomado essa medida em função de uma alegada dívida em torno de R$ 3 milhões, acumulada durante mais de dois meses pela Impsat. Como os links de conexão foram cortados, a Embratel informou que os usuários do IDC (Internet Data Center) da Impsat no País estariam sem acesso à Web, o que só seria normalizado após o pagamento dos débitos.

No entanto, para tranqüilizar seus clientes/parceiros, a Impsat afirmou que já havia adotado algumas medidas de contingência tecnológicas, como a redundância de circuitos, para garantir que os níveis de qualidade de seus serviços não sofram quaisquer prejuízos.

A companhia, entretanto, confirma que reteve realmente alguns pagamentos em função de negociações que as duas empresas vinham mantendo até a manhã desta terça-feira e que foram canceladas unilateralmente pela Embratel.

De acordo com a nota oficial, a Impsat afirma que já havia solicitado, nas últimas semanas, o cancelamento de vários contratos de conexão IP à Embratel – os serviços que acabaram sendo cancelados à força pela carrier de longa distância – e revela que os outros contratos que mantém com a carrier continuam em vigor.

Em seu comunicado, a Impsat aponta ainda para o fato de que a Embratel “chega a praticar, no Brasil, preços até oito vezes maiores do que aqueles estabelecidos por ela mesma (MCI Worldcom) nos EUA e até quatro vezes maiores que seus concorrentes no País”. No texto, a Impsat também repudia essa prática e informa que “já acionou seus advogados para tomar as medidas cabíveis na defesa dos seus direitos e para que o princípio da isonomia se sobreponha no mercado de telecomunicações brasileiro”.