Hugo Chávez manda fechar fábrica da Coca-Cola

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Publicado quarta-feira, 7 de março de 2007 as 18:09, por: cdb

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mandou fechar por 48 horas a fábrica da Coca-Cola no país, um dos principais símbolos do investimento americano no exterior. O governo venezuelano argumentou que a fábrica, que desde 2003 pertence a investidores mexicanos, não vinha pagando corretamente seus impostos.
 
Em um comunicado, a Coca-Cola Femsa, maior fábrica do refrigerante na região, de acordo com a imprensa venezuelana, negou a acusação e disse que “paga tributos em dia e respeita as leis fiscais do país”.

A empresa acrescentou ainda que, apesar da decisão oficial, continuará a funcionar na Venezuela. A Coca-Cola possui 32 representações que empregam 7,4 mil pessoas no país.

A medida do governo Chávez faz parte do programa “evasão zero” e foi anunciada nesta semana pelo Serviço Nacional Integrado de Administração Alfandegária e Tributária (Seniat).

Os anúncios de Chávez provocaram críticas públicas do presidente dos Estados Unidos e de outras autoridades americanas.

Dona da maior reserva de petróleo do mundo e quinto maior exportador mundial do produto, a Venezuela liderada por Chávez vive uma queda de braço cada vez mais intensa com o governo Bush. Em seus discursos, o líder venezuelano costuma dizer que é preciso “derrotar o imperialismo”.

O anúncio do fechamento temporário da fábrica da Coca-Cola na Venezuela ocorre a poucas horas do início de um giro do presidente americano George W. Bush por cinco países da América Latina, incluindo o Brasil.

A Venezuela não faz parte da lista de países que serão visitados por Bush. Durante a viagem do presidente americano por Brasil, Uruguai, Colômbia, Guatemala e México, Chávez viajará para Argentina e Bolívia, que também ficaram de fora da agenda de Bush pela América Latina.