Hillary Clinton diz que vai ‘pôr fim à guerra no Iraque’

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Publicado sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007 as 21:26, por: cdb

A senadora e presidenciável democrata Hillary Rodham Clinton disse nesta sexta-feira, durante a chamada reunião de inverno do Comitê Nacional do Partido Democrata, realizada em Washington, que se conquistar a presidência americana vai pôr um fim ao conflito no Iraque.

– Se nós no Congresso não conseguirmos pôr fim à guerra até janeiro de 2009, eu, como presidente, o farei’ -, disse a senadora.

– Permita-me deixar claro: se eu tivesse sido presidente em 2002, eu não teria dado início à guerra -, afirmou ainda a senadora, despertando aplausos da platéia.

Hillary votou a favor do conflito no Iraque, mas afirma que o presidente americano George W. Bush iludiu a ela e a outros americanos que inicialmente defenderam o envolvimento americano no Golfo. A senadora fez o discurso de encerramento do evento e se dirigiu ao público pouco após o senador John Edwards, um de seus rivais democratas à Casa Branca.

Divergências

Os dois presidenciáveis deixaram claras suas divergências em relação a qual deve ser a resposta democrata para o projeto do presidente americano, George W. Bush, de enviar mais 21 mil e quinhentos soldados para o Iraque.

Edwards lembrou um discurso feito há mais de 40 anos por Marthin Luther King, na qual o ativista falou sobre a escalada militar no Vietnã, dizendo que há horas em que o silêncio é uma traição.

– Não podemos permitir, através de nosso silêncio, que este presidente promova uma escalada no Iraque. É uma traição. E não podemos nos satisfazer em aprovar uma resolução não-vinculante -, afirmou Edwards, em relação ao projeto defendido por Hillary Clinton no Senado.

A proposta, que será debatida na próxima semana, condena o envio de mais soldados, mas não impõe um veto financeiro ao projeto do presidente Bush. O Congresso tem o poder de vetar a concessão de verbas para a ampliação do número de tropas.

– O silêncio é uma traição. Temos de nos opor a essa guerra com toda a nossa força e vigor. Temos de dar uma prova de coragem. George Bush, Dick Cheney e Karl Rove não estão contando com isso. Não é hora de calculismo político’- , afirmou o senador, despertando aplausos da platéia.

Poucos minutos depois, Hillary Clinton subiu ao palco e disse saber que ”muitos queriam que nós tivéssemos feito mais, mas se conseguirmos um expressivo voto bipartidário, será a primeira vez que teremos dito não ao presidente Bush”. O comentário levou muitos dos presentes a bater palmas de pé.