Haddad apresenta plano que prioriza educação básica

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Publicado segunda-feira, 5 de março de 2007 as 18:02, por: cdb

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Fernando Haddad, discutiram nesta segunda-feira as medidas que serão anunciadas no Plano de Desenvolvimento da Educação. As propostas vêm sendo chamadas de “PAC da Educação”. O PAC é o Programa de Aceleração do Crescimento, que reúne uma série de medidas para estimular a economia do país, no período 2007-2010.

O plano, discutido na reunião com o presidente, tem medidas que abrangem desde a alfabetização de jovens e adultos até a educação superior, mas a ênfase está na educação básica, que inclui os ensinos fundamental e médio, informou Haddad.

Em nota, o Ministério da Educação registra que o plano, no total, serão necessários R$ 8 bilhões para implementar todas as propostas, ou seja, aproximadamente 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no país. A nota diz que “algumas medidas, no entanto, só exigirão recursos a partir de 2008. Para este ano, já estão assegurados R$ 500 milhões. Podem ser obtidos mais R$ 450 milhões de suplementação”.

Para a próxima semana está prevista uma reunião em que as medidas serão apresentadas a educadores e especialistas na área de educação para serem submetidas a críticas e aperfeiçoamento. Segundo Haddad, após a discussão com os educadores, o tema voltará à mesa do presidente para posterior anúncio. A expectativa do ministro é que o plano possa ser anunciado em abril.

Parcerias devem ser estabelecidas com estados e municípios para que se comprometam com diretrizes como a formação de conselhos escolares, acompanhamento individual de alunos, avaliações periódicas, reforço e outros. Haverá ainda um conjunto de tecnologias para o cumprimento dos compromissos previstos no plano.

Segundo Haddad, as ações foram apresentadas ao presidente Lula com a especificação de quais já têm orçamento suficiente para sustentá-las, além de outro conjunto que dependeria de suplementação.
– A maior parte das ações que dependem de suplementação tem uma necessidade de recursos adicionais mais forte a partir de 2008 -, explicou.