Guilherme Fontes é condenado a pagar R$30 milhões por Chatô

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Publicado quinta-feira, 22 de dezembro de 2005 as 12:21, por: cdb

A produtora Guilherme Fontes Filmes Ltda., que pertence ao ator da TV Globo Guilherme Fontes, vai ter de devolver ao governo em 30 dias cerca de R$ 30 milhões que havia recebido como incentivo para a realização do filme Chatô – O Rei do Brasil, segundo informações do jornal O Estado de S.Paulo. Nesta quinta-feira, a diretoria da Agência Nacional do Cinema (Ancine) aprovou a cobrança do dinheiro, concedido à produtora por meio das leis Rouanet e do Audiovisual a partir de 1995. A única alternativa ao pagamento será a apresentação de Chatô pronto.

O filme beneficiado havia sido interrompido pelo Ministério da Cultura por suspeita de irregularidade, decisão que foi condenada como “pré-julgamento” pelo Tribunal de Contas da União, em 2002. O TCU deu então um prazo de seis meses para que Guilherme Fontes conseguisse mais verbas e concluísse Chatô. As filmagens, no entanto, vêm se arrastando até este ano. Em meados de 2005, Fontes gravou algumas cenas no Maranhão e conseguiu apoio da prefeitura do Rio de Janeiro. Mas desta vez, a Ancine decidiu dar um basta na situação.

Para Luiz Fernando Noel, superintendente de Desenvolvimento Industrial da Ancine, já houve uma tolerância máxima em não encaminhar esse projeto anteriormente Segundo Noel, Fontes ainda não teria pedido prorrogação do prazo para continuar a captação de recursos em 2006. Se não pagar dentro do prazo estipulado pela Ancine, a produtora, que também é propriedade da mãe de Fontes, Yolanda Machado Medina Coeli, verá a cobrança chegar ao TCU. Não há mais possibilidade de prorrogação do prazo para o pagamento.