Guiana se une aos EUA para prender terrorista saudita

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Publicado sábado, 22 de março de 2003 as 15:32, por: cdb

As autoridades da Guiana se uniram a um alerta mundial para a prisão do suspeito terrorista saudita Adnan G. El Shukrijumah, procurado pelos Estados Unidos por sua suposta relação com a Al Qaeda, informou neste sábado, o ministro de Segurança Nacional, Ronald Gajraj.

“As autoridades de imigração deram instruções para a realização de todo tipo de revista em pessoas entrando e saindo do país”, disse Gajraj.

O ministro acrescentou que o FBI (a polícia federal americana) não entrou em contato com as autoridades de Guiana, apesar de o suspeito possuir um passaporte do país.

Em 20 março, o FBI lançou um alerta mundial para a captura de Shukrijumah, de 27 anos e suposto membro da rede Al Qaeda, que poderia estar planejando atentados terroristas contra os EUA.

Gajraj disse não saber se o FBI estava no país sul-americano procurando Shukrijumah, já que o órgão também poderia estar trabalhando por meio da embaixada dos Estados Unidos na Guiana.

O chefe da polícia, Floyd Mc Donald, destacou que o alerta incluiu uma busca em arquivos locais para determinar se o suspeito tem em seu poder um passaporte da Guiana.

“Ninguém nos pediu ajuda oficialmente, mas nós enviamos um e-mail sobre a busca e estamos procurando em nossos arquivos, a fim de verificar se algum passaporte foi emitido a uma pessoa com esse nome”, afirmou McDonald.

Gajraj acrescentou que as autoridades “têm que levar em conta que não temos o número do passaporte com o qual o suspeito supostamente está viajando, mas nós estamos cooperando”.

O jornal Trinidad Newsday noticiou neste sábado que o pai do suspeito confirmou que seu filho era amigo próximo de Imran Mandhai, o estudante paquistanês de 19 anos condenado em 2002, junto com Shueyb Mossa Jokhan, por conspirar para bombardear uma estação elétrica do sul da Florida, um paiol da Guarda Nacional e lojas e escritórios de judeus em 2001.

O pai do suspeito confirmou que conheceu Mandhai quando ele lhe pediu ajuda espiritual e lições em árabe na mesquita “Masjid EL-Hijrah”, em Miramar, Flórida (EUA).

“Meu filho conhecia Mandhai. Eu não gostaria de dizer que ele era um amigo próximo, mas eles iam a restaurantes e coisas como essas. O que sei é que ele também era um bom muçulmano”, disse ao jornal Newsday.