Guga irá torcer por brasileiros na Copa Davis

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Publicado sexta-feira, 9 de abril de 2004 as 04:07, por: cdb

Apesar de ter desistido da disputa da Copa Davis, o tenista Gustavo Kuerten afirmou que vai acompanhar e torcer pelos brasileiros que jogarão contra o Paraguai, a partir desta sexta-feira, na Costa do Sauípe.
 
– Vou assistir aos jogos e coloco fé nessa equipe. São bons jogadores. Acho que será um confronto difícil – disse Guga, em entrevista ao programa ‘Cartão Verde’, da TV Cultura.

Guga abdicou de sua participação na Davis por discordar da política empreendida por Nelson Nástas à frente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT). Flávio Saretta e André Sá, que também compunham a equipe brasileira, seguiram a decisão do amigo.

– Foi a forma de fazer, com o nome e a posição que adquiri, que as coisas melhorassem – disse o tenista número 1 do Brasil.

A equipe nacional que entra em quadra a partir das 10h desta sexta-feira terá Marcos Daniel, Alexandre Simony, Júlio Silva e Josh Goffi, além de Carlos Chabalgoity como capitão.

– Conheço todo esse pessoal. O Simony já jogou com a gente, tenho amizade com o Marcos Daniel e o Julinho – afirmou Guga.

– O único com quem não tenho proximidade, e é desconhecido pela maioria dos brasileiros, é o Josh Goffi – falou.

Chabalgoity, que assumiu a vaga de capitão após a desistência de Jaime Oncins, decidiu convocar Goffi por seu bom retrospecto em jogos de duplas. Junto com Alexandre Simony, ele tentará vencer Ramon Delgado e Paulo Carvalho, para somar mais um ponto para o Brasil.

O confronto entre Brasil e Paraguai na Davis vale a volta da equipe verde-amarela para o grupo de elite.

Em uma das poucas vezes em que falou sobre sua família e seus planos para o futuro, Guga disse que só pretende ter filhos após encerrar a carreira.

– Com um filho, eu não viveria o tênis tão intensamente. Seria algo mais forte do que o tênis para mim – afirmou.

O tricampeão de Roland Garros também comentou que não sentiu a ausência do pai, morto quando o tenista tinha sete anos.

– A minha mãe fez um trabalho muito bom. Eu não sentia a falta material do meu pai. Não havia alguém para conversar sobre a namoradinha da escola, essas coisas, mas eu não sentia falta – disse o catarinense, que ainda revelou sua predileção pelas músicas de Bob Marley.