Guerra não afetará exportações brasileiras de café, diz empresário

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 19 de março de 2003 as 09:25, por: cdb

A iminente guerra no Oriente Médio não acarretará prejuízos às exportações brasileiras de café, segundo avaliou nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, em entrevista à Agencia Brasil, o conselheiro do Centro do Comércio do Café do Rio de Janeiro, Francisco Ourique. Ele é diretor-presidente da ACE do Brasil, que promoverá nos dias 24 e 25 deste mês o IV Seminário Internacional do Café, no Hotel Rio Othon.

Ourique explicou que o café é um produto não perecível, estocável e de qualidade homogênea por dois anos, daí porque a possibilidade de um conflito não acarreta problemas de antecipação de compras ou de estocagem preventiva, a não ser nas áreas onde haja descontinuidade de rota marítima.

Segundo Ourique, a única expectativa que a guerra vai gerar para os exportadores diz respeito ao câmbio. Se ele começar a refletir um estado de insegurança internacional e provocar uma nova desvalorização do real, com o dólar valendo de R$ 3,80 a R$ 3,90, voltará a ocorrer o que sucedeu em 2002, quando o Brasil exportou o recorde de 29 milhões de sacas de café, mas gerando apenas U$ 1,4 bilhão, montante inferior à média dos últimos 10 anos, que foi de U$ 2 bilhões, devido à desvalorização cambial.

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, foi convidado a participar do seminário.