Guerra forçará discussão sobre ONU

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quinta-feira, 27 de março de 2003 as 22:12, por: cdb

Assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia afirmou nesta quinta-feira que a movimentação em todo o mundo pela paz, contra o conflito entre os Estados Unidos e o Iraque, vai provocar um grande debate sobre o papel do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Marco Aurélio Garcia, que compareceu à Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, para falar da política internacional brasileira em relação à Venezuela, Colômbia e à conjuntura mundial, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou, dentro das possibilidades do Brasil, intervir no conflito entre os Estados Unidos e o Iraque, conversando com as lideranças mundiais em busca de uma solução pacífica. “O presidente não pode ficar insensível a uma guerra”, disse Marco Aurélio.

Sobre o envio de 520 mil barris de gasolina à Venezuela, que foi acertado com o aval do então presidente Fernando Henrique Cardoso, Marco Aurélio Garcia lembrou que o Brasil tem interesses econômicos importantes no país. “Foi uma posição polêmica na Venezuela, mas de forma alguma teve caráter de intervenção”, afirmou o assessor presidencial.

Quanto à Colômbia, Marco Aurélio disse que a posição brasileira é de impedir que a fronteira com o Brasil seja violada. “O Brasil não vai enviar tropas para combater o crime organizado na Colômbia, mas vai patrocinar todo e qualquer tipo de solução pacífica”, afirmou.