Guerra aumenta tráfego na Web

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Publicado domingo, 30 de março de 2003 as 18:51, por: cdb

Os portais online de notícias nos Estados Unidos e na China – que juntos totalizam quase 250 milhões de internautas – reportaram tráfego três vezes maior do que o normal, confirmando o poder da Internet como fonte principal de informação e aumentando os lucros dos portais Web.
O site chinês Sohu.com, que fornece notícias via mensagens de texto pelo celular (SMS), registrou 20 mil novos usuários nas primeiras horas após o início da guerra. Cada assinante pagará US$ 3 por mês para receber notícias urgentes em seu telefone móvel.

Pessoas de todo o mundo também utilizaram o celular para enviar mensagens de texto sobre a guerra com medo, alegria ou humor negro. Na China, as salas de chat de três grandes portais estavam cheias de atividade, com vários usuários criticando os Estados Unidos.

O site norte-americano de notícias Yahoo teve tráfego três vezes maior que o usual, logo depois que George Bush declarou oficialmente o início a guerra. Já o tráfego do portal da rede MSNBC estava funcionando com nível duas vezes acima do normal depois que a guerra começou.

Nas primeiras seis horas depois do ataque inicial, cerca de 40 milhões de usuários visitaram o portal chinês Sina.com, contra 20 milhões de internautas que acessam o Web site em dias normais. A procura pelo serviço de mensagens SMS do portal também foi muito grande. Até o fim deste ano, o Sina.com espera alcançar 1 bilhão de assinantes SMS, principalmente devido à tensão gerada com a guerra.

A procura por notícias sobre ameaças de guerra também levou os norte-americanos à Web. De acordo com o instituto Comscore Media Metrix, os 15 maiores Web sites do país tiveram tráfego 41% acima dos índices apresentados nas quatro semanas anteriores.

O conflito com o Iraque será a maior guerra envolvendo os Estados Unidos desde que a Internet se tornou um meio efetivo de informação. Durante a Guerra do Golfo, em 1991, a Web ainda estava em estágio inicial de desenvolvimento e a maior fonte de notícias foi exercida pelas redes de TV a cabo.