Guerra? – Ainda há uma esperança

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado segunda-feira, 17 de setembro de 2001 as 15:42, por: cdb

GUERRA? – AINDA HÁ UMA ESPERANÇA

Sim, ainda há uma esperança! Eles invadiram vários países, regiões, continentes, em nome de uma justiça, liberdade, democracia, sempre com crença lá deles, e agora que sofreram retaliações a partir de núcleos de ódios, via atentados terroristas, estão loucos para se vingar, querem uma guerra, pagando a vileza do ato (que de presto repudiamos) com mais mortes, sangues, invasões, bombas, novos tipos de estratégicas explorações, em todos os sentidos, ufanismo a ser comemorado com Coca Cola, Hambúrgueres e Jeans por atacado.

Mas ainda há uma esperança. Eles invadiram – de diversas maneiras e com vários disfarces pseudo-legais (e nunca tinham a mídia para transparecer esses atos hediondos ao longo da recente historia do mundo) países pequenos como Cuba (perderam na Baia dos Porcos), Vietnã (perderam e foram alvos de críticas), Granada, Panamá, Rússia, Alemanha, Jordânia, Irã, Iraque, e tantos outros, e até inventaram amigos do alheio (que treinaram com métodos próprios – civilizados), elementos que depois perderam interesses sazonais – e então deixaram de ser inocentes úteis aliados ferozes, e que agora, ex-agentes, com ótimos recursos, tornaram-se perigosos inimigos e atacam o criador do mal maior sem medir fanatismos. Sim, penso que, apesar de tudo, ainda há uma esperança.

Se eles, ao invés de bombas poderosas, ataques com mísseis potentes (com tecnologia de ponta, de última geração, testados no espaço sideral) tivessem investido no Vietnã, sua qualidade de vida – poderiam atirar de paraquedas no país, geladeiras, microondas, computadores, celulares, estilo americano de vida – então seriam adorados por lá. Se tivessem dado aos coreanos o melhor do que têm na América Rica; e na Rússia, em Berlim, nos extremos orientes – eles seriam adorados. Mas deram bombas. De Nagazaki e Hiroshima, a outros tipos de artefatos como fatais agentes laranjas, montadas mortes, inteligentes derrubadas de poderes, bases militares com problemas locais que isso geram (inclusive estupro de menores), até mesmo estupidamente fabricaram o mais sórdido anticomunista que foi usado por aliados sem escrúpulos, e, tanto fizeram querendo ser o xerife do mundo, que bilhões passaram a odiar a América Rica e muitos a conhecem com o triste nome de Grande Satã. Mas eu não disse que tenho esperança?

Na África Pobre não tem petróleo e nem diamantes, mas eles poderiam levar as coisas boas que têm no uso da rotina cotidiana por lá. No extremo oriente, na Ásia também. Quem sabe se a hora não é agora? Depois da postura ética do Pastor e Presidente Jimmy Carter, em paradoxo ao neofascismo do ator-presidente Reagan – e se filmassem e transmitissem ao vivo as besteiras que ele cometeu? – que tal se, agora, atingidos em sua honra, chorando suas vítimas, os Estados Unidos da América, o pais mais rico do mundo, o mais forte do mundo, não desse um sinal de grandeza e distribuísse riquezas, bens de consumo – além de deixar de explorar o mundo periférico e mandar de forma amoral na ONU – e tornasse todos os cidadãos do Afeganistão e seus aliados com espetacular qualidade de vida igual a dos norte-americanos de bom poder aquisitivo, e então, esse povo sofrido (mas nunca vencido), não poria, ele mesmo, seus escondidos terroristas, mercenários e bárbaros pra fora, e estes seriam facilmente presos, julgados?

Que culpa têm o povo pobre, doente, abandonado e sofrido do Afeganistão, se não tem petróleo ou ouro, o que já teria interessado, no passado, aos agiotas do acumulativo e inumano capital estrangeiro? Sim, a hora é agora. Eu – parafraseando Martir Luther King – tenho uma esperança.

Sim, porque, qualquer guerra que a América Rica ensejar agora, vai ser apenas mero teatro operacional. Ela vai ganhar todas. Não tendo inimigos à altura, não vai ter guerra no sentido pleno e verdadeiro e etimológico da palavra. Vai ser invasão, exploração, mídia bélica, gasto de armamentos