Grêmio e Juventude ficam no 0 x 0

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Publicado domingo, 24 de novembro de 2002 as 18:05, por: cdb

O Grêmio, não há dúvida, chega às quartas-de-finais do Campeonato Brasileiro num melhor momento, embalado após uma ascensão espetacular no Campeonato Brasileiro. Mas – com mesma pontuação, 41, e uma vitória a mais, 12 x 11 – foi do Juventude a melhor campanha na primeira fase e por isso o clube da Serra Gaúcha começa a disputa com duas vantagens para garantir a vaga: poder empatar os dois jogos e, além disso, jogar o segundo e decisivo deles em casa.

Esses ingredientes principais levam à conclusão de que não há um favorito no clássico regional Grêmio x Juventude, que começa a ser disputado na tarde deste domingo, em Porto Alegre. Se o Tricolor da Capital, após 10 rodadas em que habitou a zona do rebaixamento – com aproveitamento percentual de apenas 33% -, alcançou à segunda fase em visível crescimento técnico; o alviverde de Caxias do Sul desabou nas rodadas finais da fase, encerrando-a no domingo passado, com uma humilhante goleada de 4 x 0 sofrida diante do Atlético-PR.

Em compensação, às vésperas desse primeiro confronto, foi o Grêmio quem sofreu as maiores baixas. Viu Tinga e Luís Mário serem afastados do time em conseqüência de problemas médicos; perdeu Anderson Lima, suspenso pelo STJD num julgamento polêmico na quinta-feira; não contou com Anderson Polga durante toda a semana, pois ele foi passear na Coréia do Sul, onde não foi aproveitado por Zagallo no amistoso da Seleção Brasileira; e ainda deverá entrar em campo com Rodrigo Mendes “descontado”. O atacante não joga desde o dia 9 devido a uma lesão nos ligamentos do joelho.

O Juventude, por seu lado, só tem uma ausência: o suspenso zagueiro Paulão, que será substituído pelo jovem Renato.

Mas um fator que em nada envolve os atuais jogadores da equipe caxiense, tem incomodado muito: é o retrospecto contra o Grêmio. Os freqüentes resultados negativos diante do Tricolor já fizeram inclusive ter sido criada no Rio Grande do Sul a imagem de que o Ju é uma “filial” do Grêmio. Vários ex-gremistas atuam no alviverde – o goleiro Diego, o lateral Itaqui, o meia Valdo e o atacante Cláudio Pitbull – e, além disso, em toda a história do Campeonato Brasileiro, foram 10 confrontos com apenas uma vitória do Juventude.

Desconsiderando o passado, o treinador Ricardo Gomes afirma que apesar de a primeira partida ser em Porto Alegre, no campo do adversário, “vamos jogar para vencer, pois quem joga para empatar, perde”. Já o técnico gremista Tite, otimista, prevê uma vitória, pois diz que seu time chega à essa fase da competição vivendo o seu melhor momento. “Mas nenhum time ganha um jogo devido ao seu passado, à sua camisa, pois se fosse assim eu não teria sido campeão gaúcho com o Caxias, aqui no Olímpico, diante do Grêmio (no ano 2000)”, lembra, cauteloso.

Será um grande encontro, com um grande público. Houve até briga por ingressos durante a semana. O Juventude demorou a enviar a requisição oficial e o Grêmio, espertamente, destinou apenas 1.800 para Caxias do Sul. Após muita reclamação e bate-boca pelos veículos de comunicação, o clube da Serra garantiu 4.200 ingressos para seus fiéis torcedores.

GRÊMIO X JUVENTUDE

Data: 24/11/2002 (domingo)
Horário: 16 horas
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Árbitro: Paulo César Oliveira (FIFA/SP)
Auxiliares: Valter José dos Reis (FIPA/SP) e Ednilson Corona (FIPA/SP)

Grêmio
Danrlei; Ânderson Polga, Claudiomiro e Roger; Pedrinho, Gavião, Fernando (Lauro), Rodrigo Fabri e Gilberto; Adriano Chuva e Rodrigo Mendes Técnico: Tite

Juventude
Diego; Itaqui Renato, Índio e Filipe Alvim; Fernando, Pereira, Marcelo e Michel; Edmílson e Cláudio Pitbull
Técnico: Ricardo Gomes