Greenpeace é contra a Lei de Biosegurança

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Publicado segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007 as 17:55, por: cdb

A jornada de protestos que a Organização Não-Governamental Greenpeace realizanesta segunda-feira em sete capitais não é apenas contra a liberação de diferentes patentes de milho transgênico no Brasil, mas também contra propostas de mudanças na Lei de Biossegurança que o governo enviou ao Congresso.

Segundo a coordenadora da Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace, Gabriela Vuolo, a entidade é contra a Medida Provisória 327, aprovada pela Câmara e em trâmite no Senado, pois permite o cultivo de transgênicos nas chamadas zonas de amortecimento (faixas de 500 metros entre as plantações e as áreas ambientalmente protegidas) de unidades de conservação, em áreas de proteção de mananciais de água utilizável para o abastecimento público e nas áreas declaradas como prioritárias para a conservação da biodiversidade.

A ONG também não concorda com a redução do quorum da CNTBio para liberação comercial – de 18 votos (dois terços) para 14 (maioria absoluta) dos 27 integrantes.

– O que a gente tem visto é que, pouco a pouco, a biossegurança brasileira vai sendo deixada de lado em prol de alguns poucos interesses de algumas poucas empresas e de alguns poucos agricultores -, disse.

O texto da MP 327 ainda trata de um controverso para a organização ambiental: a liberação comercial de uma variedade de algodão transgênico ainda não liberada pela CTNBio.

Vuolo afirmou que pesquisadas realizadas pelo Greenpeace indicam que mais de 70% dos brasileiros não querem comer alimentos transgênicos.