Graziano diz que quem critica o Fome Zero não entende o projeto

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Publicado terça-feira, 16 de setembro de 2003 as 22:01, por: cdb

O ministro Extraordinário da Segurança Alimentar e Combate à Fome, José Graziano da Silva, refutou nesta terça-feira as críticas que está recebendo na condução do Programa Fome Zero. Na opinião de Graziano, os que criticam o programa não entendem que ele é bem mais que um projeto de distribuição de renda.

– As pessoas têm me culpado muito e me demitido por falhas na logística, mas esse não é um programa fundamentalmente de distribuição de renda. Nós temos um projeto de acudir as famílias acampadas, as indígenas, as quilombolas, famílias em lixões, com cestas básicas pela urgência da medida. Nós não temos hoje outros instrumentos, mas estamos criando os meios necessários para que essas famílias tenham segurança alimentar garantida sem precisar de cesta básica – defendeu-se.

Graziano disse que o ministério coordena nove dos 58 programas do projeto Fome Zero. Ele citou o programa de criação do banco de alimentos, o de compras da agricultura familiar, o de implantação de segurança e educação alimentar e a criação da rede de restaurantes populares no país.

Segundo ele, “a principal função do ministério é garantir o piso de R$ 50 do cartão-alimentação a todos que recebem a bolsa escola, a bolsa saúde, entre outros benefícios.”

As outras ações, de acordo com o ministro, são os programas de alfabetização, construção de cisternas na região do semi-árido e em todo o Brasil, a prioridade ao apoio da agricultura familiar e a expansão da merenda escolar e creches. O segmento prioritário também são as crianças gestantes.

A expectativa de Graziano é que, ao atingir a meta de dar segurança alimentar a todas as pessoas que passam fome no Brasil , o ministério possa ser extinto. “Esse ministério é extraordinário exatamente por isso, ele tem uma trajetória temporária. Ao final de cinco anos, nós queremos que todos tenham segurança e educação alimentar”.