Gravidez de 55% das brasileiras não é planejada

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Publicado terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 as 15:05, por: cdb

Gravidez de 55% das brasileiras não é planejada

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 28/02/2012, 17:47

Última atualização às 17:47

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São Paulo – Resultados preliminares de uma pesquisa nacional mostram que apenas 45% das mulheres que dão à luz no país planejam de fato a gravidez. O projeto “Nascer no Brasil: inquérito sobre parto e nascimento”, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz, concluiu ainda que 53% dos partos no Brasil são cesáreos.

Com base em 22 mil entrevistas, a pesquisa revelou que, entre as mulheres que não tiveram uma gravidez planejada, 2,3% tentaram interrompê-la, mas não obtiveram sucesso, sendo 3,7% delas na região Norte, 3,5% na região Nordeste e 1,5% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Segundo a coordenadora do estudo e pesquisadora do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos da ENSP, Maria do Carmo Leal, os números apontam claramente que a população não está planejando sua reprodução. “A gravidez está acontecendo por acidente, e o Ministério da Saúde precisa trabalhar melhor a questão da contracepção”, avalia.

O estudo, solicitado pelo Ministério da Saúde, constatou que apenas 1,2% das mulheres em todo o país não realizam assistência pré-natal, sendo 2,2% delas na região Norte e 0,6% na região Sul. Das gestantes que realizaram o pré-natal, 86% das mulheres responderam que o fizeram no sistema público – sendo 43% delas somente no SUS, e 43% delas no sistema misto – e 14% no sistema privado. Com relação ao pagamento do parto, 83,6% foram feitos pelo Sistema Único de Saúde, e 16,4% pelos planos de saúde. 

O número de partos cesáreos cresceram significantemente em todas as regiões do país. Atualmente, 59% dos partos na região Centro-Oeste; 57% no Sudeste, 55% no Sul e 47% no Norte e Nordeste. De acordo com Maria do Carmo, há diferenças entre capital e interior, pois são realizados 56% de partos cesáreos na capital e 51% no interior, e a divisão no serviço de saúde também é significativa: 46% no serviço público e 89% no privado.