Graeff preferiu atacar a honra alheia que discutir

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Publicado segunda-feira, 5 de setembro de 2011 as 08:32, por: cdb

A Folha de São Paulo publicou no sábado artigo em que rebato as críticas cientista político Eduardo Graeff, secretário-geral da Presidência da República no governo FHC, divulgadas pelo jornal no dia 23 passado. Sob o título “Oposição sem rumo ”, abro o texto lembrando que a oposição demo-tucana está inerte, perdida em seus próprios dilemas. Já, o PT avança com o Brasil no governo federal.

Um dos indícios dessa falta de rumo são as posições de Graeff, que assumiu versões mal-intencionadas e sem compromisso com a verdade para reembalar teses. Afirmo à Folha de São Paulo que seu artigo “Aliados e companheiros” é uma coletânea desatualizada de equívocos e hipocrisias. O cientista político afirma, por exemplo, que, em 1998, eu teria arrecadado recursos em prefeituras para financiar campanhas do partido. Trata-se de uma mentira. E faço questão de pontuar no artigo que o episódio fantasioso a que se refere se tornou público na investigação do assassinato do então prefeito de Santo André, Celso Daniel. Seu autor se retratou em juízo pelas falsas alegações.

Graef também investiu contra a imagem de Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência. E, de quebra, criticou as alianças do governo Dilma. Afirmei no meu artigo e aproveito para repetir neste blog que ele parece se esquecer de que o PSDB se alinhou com essas mesmas siglas nos Estados que governa. O PMDB não está na base de sustentação da gestão de Geraldo Alckmin em São Paulo?

Estamos dispostos a debater

Nós, do PT, estamos dispostos a um debate mais profundo do Graeff se propõe com suas hipocrisias e denúncias vazias. Já realizamos as reformas da Previdência e do Judiciário e colocamos na pauta a Tributária e a do Código Civil. Reafirmo o que disse em meu artigo: nos oito anos em que governou o país, o PSDB não foi capaz nem de apresentar uma proposta de reforma que pudesse corrigir erros históricos e estruturais de nosso sistema político-eleitoral e conter a forte influência do poder econômico em nossas eleições.

Nossa posição é clara. Surpreende a fuga do PSDB a esse debate. Para seus representantes, talvez seja melhor atacar a honra alheia do que discutir questões realmente importantes para o país.