Grã-Bretanha estuda o envio de mais soldados ao Iraque

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Publicado quarta-feira, 25 de junho de 2003 as 09:09, por: cdb

O ministro britânico de Defesa, Geoff Hoon, revelou que as forças de ocupação no Iraque podem receber o reforço de milhares de soldados para evitar novos ataques na região.

A declaração de Hoon foi uma reação às mortes de seis soldados britânicos em um ataque no sul do Iraque.

Os corpos dos militares foram encontrados em um posto policial – onde eles treinavam oficiais locais – em um vilarejo perto de Amara, cerca de 160 quilômetros ao norte de Basra.

O ministro britânico também destacou a importância de uma rápida investigação para descobrir os responsáveis pelo ataque de terça-feira e para avaliar a necessidade do envio de mais tropas ao Iraque.

Feridos

Em um outro ataque na terça-feira, também no sul do Iraque, sete soldados britânicos foram feridos quando o helicóptero em que viajavam foi atacado.

O grupo tentava alcançar dois veículos que tinham sido atingidos por atiradores iraquianos, deixando outro soldado ferido.

Os militares britânicos têm interesse em descobrir se os ataques foram coordenados e quais os grupos que estiveram por trás dos incidentes.

As especulações apontam para integrantes do partido Baath – do ex-presidente Saddam Hussein – ou para outros grupos radicais que se opõem às forças de ocupação americanas e britânicas.

A área é dominada por mulçulmanos xiitas, que são extremamente hostis ao antigo regime, mas têm sido vistos em protestos contra as forças britânicas.

Os soldados britânicos no Iraque não utilizam capacetes ou jaquetas militares e não mantêm patrulhas ostensivas, em um esforço de estabelecer uma relação de amizade com a população local e de manter a ordem.

Os dois incidentes ocorreram nos limites da área controlada pelo Exército britânico no Iraque.

As mortes de terça-feira foram as perdas mais pesadas para as forças americanas e britânicas em um único dia desde que o fim da guerra foi anunciado, em 1º de maio, depois da deposição do regime de Saddam Hussein.