Grã-Bretanha e Paquistão firmam pacto antiterror

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Publicado domingo, 19 de novembro de 2006 as 10:51, por: cdb

A Grã-Bretanha e o Paquistão concordaram neste domingo em fortalecer os seus laços para combater o extremismo depois de conversações entre os líderes dos dois países na cidade paquistanesa de Lahore.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, concordaram que a restauração da ordem no Afeganistão é um elemento crucial.

– Este terrorismo que estamos enfrentando, o qual tem uma de suas manifestações no que aconteceu no Afeganistão, vem ocorrendo há muito tempo e levará um longo período para ser derrotado – disse Blair, que reafirmou o compromisso britânico no combate ao Talebã.

O líder britânico afirmou ainda que é preciso agir mais para apoiar os moderados na batalha contra o extremismo.

Musharraf, por sua vez, disse que o Paquistão está trabalhando duro para impedir que extremistas em seu país ajudem o Talebã no Afeganistão.

– Nós precisamos colocar a nossa casa em ordem aqui no nosso lado, e garantir que este apoio (ao Talebã) seja interrompido. Mas a principal batalha é no Afeganistão, na região sudeste do Afeganistão – afirmou o líder paquistanês.

Apoio financeiro

O primeiro-ministro britânico disse que seu país vai dobrar seu apoio financeiro a um programa do governo paquistanês que prevê a reforma de escolas islâmicas – as madrassas – que são acusadas de encorajar extremismo religioso.

Cerca de US$ 960 milhões serão utilizados ao longo de três anos para este fim.

Representantes britânicos disseram ainda que será concedido um pacote de ajuda técnica de combate ao terror no valor de cerca de US$ 15 milhões.

A cooperação do Paquistão para impedir a infiltração de militantes do Talebã pela fronteira afegã é vista como crítica para o sucesso das operações militares dos Estados Unidos e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no Afeganistão.

Esta terceira visita de Blair ao Paquistão ocorre depois da libertação de um britânico que passou 18 anos no corredor da morte no país. Mirza Tahir Hussain foi acusado de matar um taxista, mas alega que agiu em defesa própria.

O primeiro-ministro britânico havia pedido pessoalmente ao presidente Musharraf clemência para o prisioneiro.