Governo promete oferta para PMDB até o fim da semana

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Publicado quinta-feira, 20 de março de 2003 as 09:12, por: cdb

PMDB e governo desempenharam uma vez mais nesta quarta-feira seus papéis das últimas semanas na novela para a entrada do partido na base aliada. Enquanto os peemedebistas disseram, em público, não querer cargos, o Palácio do Planalto prometeu uma oferta concreta, desta vez para a próxima sexta-feira.
Com um discurso esvaziado, depois de uma expectativa de que poderia afirmar a posição de independência do partido, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), limitou-se a cobrar novamente um desfecho para a novela, sem anunciar uma posição fechada do partido.

“O PMDB tem demonstrado que quer colaborar. Mas não pode deixar sem resposta uma pergunta que não quer calar: o partido vai ou não para o governo?”, indagou.

Calheiros procurou demonstrar força política ao reiterar que o PMDB quer participar das decisões governamentais, dividir as responsabilidades e formular políticas públicas.

“Mas sem ocupar cargos. O PMDB não quer uma reforma ministerial, nem substituirá ministros”, disse.

Sobre a declaração de independência, o líder peemedebista apenas disse notar que esta “tendência” ganha força a cada dia dentro do partido.

Em nome do governo, o líder no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), subiu à tribuna para dar a sinalização ao partido de que o entendimento poderia estar próximo. Elogiou o PMDB e disse que o Planalto precisa do apoio do partido para aprovar as reformas. E reafirmou a informação de que o governo fará, finalmente, uma proposta concreta ao partido sexta-feira.

O PMDB reclama da falta de uma proposta concreta do governo, que corteja continua a cortejar o partido sem fazer ofertas. “Se tivesse proposta já tinha sido feita. Este é um namoro que não tem casamento,” observou o senador Ney Suassuna (PMDB-PB).