Governo poderá usar recursos do FAT para financiar o PC popular

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Publicado terça-feira, 30 de outubro de 2001 as 13:23, por: cdb

O Ministério das Comunicações anunciou nesta segunda-feira, que o governo está estudando a hipótese de utilizar recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), no programa do PC popular, reduzindo o custo financeiro da aquisição do equipamento pelo consumidor de baixa renda.

A informação foi dada pelo Coordenador do programa PC popular do Ministério das Comunicações, Marcus Pestana. Segundo ele, a proposta teria partido da Caixa Econômica Federal (CEF) – que é agestora do FAT – durante uma reunião realizada na última sexta-feira, 26, na sede da Abinee, em São Paulo, da qual participaram técnicos do governo, da indústria e dos bancos privados e oficiais, para debater soluções para implementação do programa.

Atualmente, o FAT já destina recursos para a compra de computadores, mas somente quando se trata de projetos setoriais. Hoje existe uma linha de crédito disponível, por exemplo, para professores comprarem os equipamentos. O coordenador do programa explicou ainda que a CEF teria sugerido o uso do FAT, como forma de mostrar que um eventual financiamento do PC popular a juros de mercado poderá não ser uma alternativa atrativa para a população de baixa renda.

A instituição, por exemplo, capta recursos no sistema financeiro para o programa “Clic com a Gente”, uma parceria que a Caixa tem com o portal Globo.com. Porém, nesse caso o dinheiro acaba saindo mais caro para o consumidor, do que se fosse emprestado pelo FAT. Dessa forma, a venda de PCs do “Clic com a Gente”, com financiamento de até 36 meses, acaba saindo caro, pois é cobrada a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) mais 4% ao mês.

O problema, de acordo com o coordenador, está em convencer o Comitê Gestor do fundo a destinar recursos para o projeto. Marcus Pestana acredita que o argumento da manutenção de empregos poderá ser um fator preponderante para o FAT destinar os recursos.”Eles têm que definir se isso é ou não um fator preponderante de garantia de empregabilidade”, adiantou Pestana.