Governo grego investiga destino de explosivos apreendidos em navio

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Publicado segunda-feira, 23 de junho de 2003 as 14:20, por: cdb

O navio carregado de explosivos apreendido na Grécia tinha documentos que o relacionavam a uma empresa inexistente, que seria baseada no Sudão, de acordo com as autoridades gregas.

A embarcação Baltic Sky carregava 680 toneladas de explosivos e foi invadida por forças especiais de segurança na costa oeste da Grécia no domingo.

O ministro da Marinha Mercante da Grécia, George Anomeritis, disse que os documentos do navio mostram que a carga estava destinada oficialmente a uma empresa com “uma caixa postal em Cartum, que não existe”.

No entanto, a localização do navio sugere que ele não estava se dirigindo a Cartum.

TNT

Aparentemente, o Baltic Sky vinha navegando ao redor do Mediterrâneo por seis semanas, antes de ser apreendido.

O navio foi carregado com 450 palhetas de TNT e 8 mil detonadores em Gabes, na Tunísia, no dia 12 de maio.

De acordo com o ministro Anomeritis, embora o navio estivesse carregando TNT, os documentos descreviam a carga como ANFO, um explosivo baseado em nitrato de amônia, normalmente utilizado em mineração.

– Ninguém conhece o destinatário, então ninguém sabe como iria ser utilizado – disse o ministro.

As autoridades locais afirmaram que a tripulação de sete pessoas seria interrogada por um promotor público ainda nesta segunda-feira e possíveis “ligações terroristas” seriam investigadas.

Preocupação

O navio foi invadido depois que as autoridades receberam informações de que a embarcação estaria carregando uma carga suspeita.

Depois da apreensão, o Baltic Sky foi levado ao pequeno porto grego de Platiyali, 235 quilômetros ao norte de Atenas.

O prefeito da cidade manifestou sua preocupação com a chegada do navio.

– Queremos que tudo seja esclarecido o mais rápido possível e que o navio seja removido por causa de sua carga – disse Pythagoras Samaras.

Cinco dos sete tripulantes são ucranianos e outros dois são do Azerbaijão.

Alertas

A descoberta da carga ocorre em meio a alertas contra o terror no leste da África e outras regiões. Forças antiterrorismo e especialistas militares em bombas começaram a examinar a carga.

O navio é de propriedade de uma empresa registrada nas Ilhas Marshall, no Pacífico, mas foi registrado nas Ilhas Comores – área conhecida como fornecedora de bandeiras de conveniência, segundo o ministro da Marinha Mercante.

“Parece certamente um navio suspeito”, disse um porta-voz do governo.

– Isso é uma enorme quantidade de explosivos e um grande sucesso para as autoridades gregas – acrescentou.