Governo abre 176 leitos de UTI neonatal no Estado

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 as 10:43, por: cdb

A Secretaria Estadual de Saúde vai oferecer 176 novos leitos de UTI neonatal, 100 deles na rede pública e 76 na particular, para recém-nascidos e gestantes de alto risco. Na rede particular, a secretaria vai ampliar os 25 leitos atuais para 76 em no máximo 30 dias. Os convênios com hospitais particulares venceram domingo, mas serão renovados ainda esta semana em caráter emergencial. Das 12 unidades que integram a Central de Regulação de Leitos, oito funcionam no Rio e quatro nos municípios de Barra Mansa, Volta Redonda, Campos e Nilópolis. Já na rede pública de Saúde, 16 unidades federais, estaduais e municipais vão abrir 100 novos leitos a médio e longo prazo.

– Os primeiros 50 leitos já estarão à disposição da população nos hospitais Pedro Ernesto, em Vila Isabel, e no Albert Schweitzer, em Realengo, entre 30 e 90 dias. A demora se deve à contratação de pessoal e à abertura de licitação para a compra de equipamentos – afirma Carlos Armando Lopes do Nascimento, da Secretaria Estadual de Saúde.

Segundo ele, havia 68 leitos privados previstos em contrato desde 1999, quando um termo de ajustamento de conduta foi firmado entre o Ministério Público, o Estado e o município na tentativa de solucionar o problema de superlotação na rede pública. Os constantes atrasos no pagamento, porém, desencorajam os hospitais particulares. Nos últimos meses, apenas 25 leitos dos 68 iniciais continuavam à disposição da Central de Regulação. A dívida acumulada com os hospitais chega a quase R$ 12 milhões.

Renegociação

– O secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, se comprometeu a fazer o pagamento das unidades prestadoras de serviço no prazo máximo de 30 dias. Quanto à dívida da gestão anterior, ela será renegociada com a Secretaria de Fazenda, por determinação do governador Sérgio Cabral – ressalta Carlos Armando.

Com o aumento no número de leitos, o governo do Estado pretende evitar tragédias como a da estudante Joana Gomes de Almeida, 17 anos, que morreu dia 29 de janeiro, no Hospital do Andaraí, depois de passar por outros três hospitais, dois públicos. Numa eventual falta de leitos, as unidades solicitantes vão entrar em contato com a Central de Regulação, que encaminhará a paciente para o hospital mais próximo de sua casa.