Governistas tentam golpe no PMDB

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Publicado quinta-feira, 27 de abril de 2006 as 17:36, por: cdb

A novela do PMDB – I

A quinta-coluna lulista no PMDB conseguiu antecipar para 13 de maio a convenção que decidirá se o partido terá ou não candidato próprio. Ela estava marcada para 10 de junho. Foi uma vitória da ala governista do partido. A decisão apanha Garotinho num momento difícil, depois que matérias do Globo mostraram que empresas que doaram recursos para sua pré-candidatura mantêm contratos com o governo Rosinha. Mas ele promete resistir e recorrer à Justiça contra a antecipação da convenção. Aparentemente tem base legal para isso: a legislação determina que as convenções partidárias para discutir esse assunto devem transcorrer em junho.

 

A novela do PMDB – II

Em São Paulo, Orestes Quércia articula-se com os tucanos para concorrer ao Senado, numa chapa que teria José Serra como candidato ao governo. Se sair o acordo, Quércia fará tudo para evitar que o partido tenha candidato a presidente, porque isso inviabilizaria a aliança estadual com o PSDB. Uma chapa Serra-Quercia selaria o destino da disputa pelo governo de São Paulo, sepultando as esperanças do PT e de seus candidatos – Mercadante ou Marta Suplicy. Mas, se for o preço para impedir que o PMDB lance candidato próprio a presidente, para o Planalto é um bom negócio.

 

Frase do dia – Daniela Mercury

“Estamos cansados da violência e do exemplo que os políticos dão, desta democracia da corrupção. É muito importante que os brasileiros não votem em Lula da Silva, como punição por tudo o que aconteceu nos últimos anos. Não me cansarei de o pedir aos meus conterrâneos, em todos os meus shows”, disse Daniela Mercury em turnê em Lisboa. A linguagem de português de Portugal deve-se à transcrição da imprensa local.

 

Heloísa tem razão

Da senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), candidata do PSol à Presidência, sobre o esvaziamento da CPI dos Bingos e das investigações dos escândalos do governo: “O Congresso está se dispondo a funcionar como um medíocre anexo arquitetônico do Palácio do Planalto”. Não há como deixar de dar razão a Heloísa.

 

Viva Guilherme de Brito!