Governadores não chegam a consenso quanto à tributária

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Publicado terça-feira, 30 de setembro de 2003 as 19:15, por: cdb

O governador de Goiás, Marconi Perillo, disse ontem que não se chegou a um consenso sobre a reforma tributária na reunião desta terça-feira entre os governadores e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Perillo, a opinião geral é de que é preciso repactuar a proposta com base nos pontos acordados nas reuniões do início do ano.

Perillo disse esperar que o Senado encontre uma solução, sobretudo para a questão do ICMS e do fim da concessão de benefícios fiscais, “mas ainda não é possível afirmar que estes pontos serão retirados da reforma ou se apenas serão modificados a ponto de conseguir o apoio de todos os governadores”. Perillo afirmou que o Centro-Oeste só mantém o apoio à reforma tributária se forem resolvidas as pendências do novo ICMS.

Ainda em Brasília, o presidente nacional do PT, José Genoino, afirmou que os governadores devem fazer um pacto com suas bancadas para um acordo com o governo a fim de aprovar a reforma tributária no Senado. Para Genoino, para “o relatório que chegou à Casa está bom”. Ao sair do seminário promovido por seu partido para discutir desenvolvimento econômico e social, ele avaliou que “se o PT conseguisse aprovar aquele relatório seria uma grande vitória”.

A luta no Senado, segundo Genoino, é para “não desfigurar o relatório da reforma tributária aprovado pela Câmara”. Ele reiterou a intenção do governo de aprovar, ainda neste ano, as reformas tributária e previdênciária.

Genoino acrescentou que não é possível fazer uma reforma tributária sem uma profunda negociação. E assegurou que ocorrerão conversas com os governadores, mas avisou que existem limites. “O Governo Lula é um governo de negociação, não é de rolo compressor. Agora, a gente negocia com limites. Por exemplo, essa guerra fiscal que está se ensaiando no Brasil, está virando uma farra fiscal. Não pode”, analisou.