Governadores apóiam texto da Previdência aprovado na Câmara

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Publicado terça-feira, 30 de setembro de 2003 as 18:05, por: cdb

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), confirmou nesta terça-feira, ao deixar a Granja do Torto, a posição dos governadores dos estados pela manutenção do texto da reforma da Previdência aprovado pelos deputados. Segundo Aécio, que foi o primeiro governador a sair da reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apenas dois governadores defenderam mudanças no subteto do funcionalismo estadual, mas a posição consensual é para que os senadores não alterem o texto já aprovado pelos deputados.

“Um dos méritos da reunião desta terça-feira foi o sentimento claro da necessidade de manutenção da reforma da Previdência”, disse.

Aécio Neves informou que para resolver o problema do subteto nos estados onde há o risco de achatamento de salário, por causa dos baixos rendimentos dos governadores, existe a possibilidade de se permitir, excepcionalmente, um reajuste nos salários dos governadores, mas ainda não há decisão.

O governador de Minas Gerais considerou bastante positiva a primeira parte da reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os 27 governadores, na qual foi discutida e consensuada a unificação dos programas sociais. Aécio destacou a importância da participação dos estados que poderá se dar financeiramente ou por intermédio de outros mecanismos como o treinamento de pessoal ou isenção nas contas de água e luz para as populações de baixa renda. Aécio destacou também como o primeiro passo para o sucesso do programa a implementação de uma cadastro único.

“O governo federal fala em 12 milhões de famílias que poderiam ser beneficiadas por essa unificação. Acho o programa eficiente, inteligente, se souber respeitar as potencialidades de cada estado”. Para ele, é possível atingir a meta traçada pelo presidente Lula de aumentar a base de atendimento dos programas sociais para 12 milhões de famílias até 2005.

Outro ponto destacado pelo tucano é que não haja preocupação com a marca do programa. “Ele deve ser de todos e para todos. Se ficarmos discutindo se ele deve ser da União, estados ou municípios, não iremos atingir o nosso objetivo”. Segundo Aécio, a unificação deve começar em outubro para que até dezembro possam ser atendidas 3,6 milhões de famílias.

Aécio Neves garantiu que nenhum governador está preocupado com a disputa pelos créditos da unificação dos programas. “Ninguém está pensando em marca. O importante é ampliar o atendimento”, disse.