Globo comemora 40 anos com programação especial

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Publicado terça-feira, 25 de janeiro de 2005 as 14:22, por: cdb

A Rede Globo de Televisão vai exibir entre 23 e 30 de abril – data em que a emissora comemora 40 anos – uma grade de programação especial para comemorar seu aniversário. Todos os telejornais e atrações do horário nobre vão fazer uma menção à data. Nesta semana, nenhum programa referente à comemoração será comercializado, diz o diretor-geral da emissora, Octávio Florisbal. “Um presente não pode ser vendido”, disse o executivo durante a coletiva de lançamento da minissérie Mad Maria, que estréia na quarta-feira.

A minissérie é a segunda produção que estréia em janeiro – fato incomum na emissora – em homenagem aos 40 anos da casa. “Decidimos comemorar de maneira mais concentrada, no início do ano”, diz Florisbal. Hoje é Dia de Maria e Mad Maria são produções com o que a Globo pode oferecer de melhor em termos tecnológicos e artísticos. Para o diretor-geral, essa é uma preocupação da emissora em toda a sua grade, ainda que 2005 seja um ano especial. “Sempre a Globo mostra grandes produções e minisséries.” A próxima a entrar no ar foi encomendada à autora Maria Adelaide Amaral, sobre os 50 anos do presidente JK.

No segundo semestre, a emissora estréia a novela Belíssima, de Sílvio Abreu, que vai substituir América no horário das 9. A trama tem como pano de fundo a cultura grega e mostra a mistura de nacionalidades em São Paulo.

Tv digital

Enquanto o governo não se decide sobre a legislação envolvendo a TV digital, a Globo se prepara há dez anos para a transição, que deve ocorrer entre dois e três anos. “Parte da programação de entretenimento, como A Diarista, já é captada em high definition”, diz o diretor. A questão é que a TV digital envolve custos para o consumidor, investimentos das emissoras e um bom custo-benefício para o mercado publicitário. “Pelas nossas contas, se as 110 emissoras da Globo transmitissem digital, o custo ficaria avaliado em US$ 300 milhões”, afirma.

Para Florisbal, a convergência entre mídias – celular, internet banda larga e TV – é uma realidade que a médio prazo deve atingir o público das classes A e B e, depois, a maioria da população. “As pesquisas mostram que mesmo a TV paga é muito menos vista que a TV aberta, mesmo por quem possui TV por assinatura”, diz o diretor. Pesquisas mostram que 70% dos assinantes assistem às TVs abertas.