Gil pede a senadores que mantenham incentivos à cultura na reforma

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Publicado quinta-feira, 30 de outubro de 2003 as 20:46, por: cdb

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, pediu nesta quinta-feira aos senadores, durante ato de lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Cultura, que eles não deixem a reforma tributária acabar com os incentivos fiscais para o setor cultural.

O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), disse que lutará para que a reforma não elimine esses dispositivos: “Incentivo para a cultura não é guerra fiscal.”
 
Pelo projeto da reforma tributária, os incentivos culturais vão acabar junto com os benefícios concedidos pelos governadores para que empresas se instalem em seus Estados. Para atrair as companhias, as maioria dos Estados brasileiros oferece vantagens, como anos de isenção ou redução no pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Foi assim, por exemplo, que a Bahia tirou uma fábrica da Ford do Rio Grande do Sul e Goiás conseguiu levar uma unidade da Mitsubishi para o município de Catalão. Como tudo o que envolve Gil, o ato de lançamento da frente parlamentar de apoio à cultura foi um acontecimento musical.

Para decepção dos fãs que foram ao Salão Negro do Congresso, o ministro cantou apenas uma música, o clássico Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.

Outros artistas, como os cantores Lobão e Roberta Miranda e o desenhista Ziraldo, esperaram o início da cerimônia no gabinete do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), porque houve um atraso de mais de uma hora e meia.

O conjunto brasiliense Casa de Farinha, composto na sua maioria por mulheres, cantou uma versão do Hino Nacional feita com uma mistura de ritmos que vão do jazz ao samba, com o uso de instrumentos ultramodernos e percussão feita com latas.