Gil e Kofi Annan tocam juntos na ONU pela paz

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Publicado sábado, 20 de setembro de 2003 as 11:03, por: cdb

O músico e ministro de Cultura do Brasil, Gilberto Gil, fez nesta sexta-feira um show no Hall da Assembléia Geral da ONU em memória das 22 pessoas que morreram no atentado à sede dessa organização em Bagdá. O concerto também foi realizado pela celebração do Dia da Paz Internacional e foi apresentado pelo próprio secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que lembrou o compromisso dessa organização com “a paz e a dignidade humana”. No final do show, Gil levou Annan para cima do palco, onde o secretário-geral tocou atabaque.

No momento da apresentação, Annan assinalou que Gil era uma das melhores pessoas para levantar o ânimo dos funcionários da ONU neste momento de dor. “Um artista com consciência, um ativista com um dom, Gilberto Gil oferece ao mundo uma música que tenta dar poder às pessoas, por sua vez esta se sente movida por suas notas”, assinalou.

Acrescentou que como político e cantor, como músico e ministro de Cultura, Gil “defende os direitos humanos, a justiça social, a proteção do meio ambiente e, acima de tudo, luta para levar a cultura o mais perto de todas as pessoas”.

Annan indicou que a voz de Gilberto Gil, “sempre lírica e às vezes crítica” foi ouvida e admirada por milhões de pessoas durante décadas e por isso fez o possível para trazê-lo a Nova York para que participasse dos atos de comemoração do 19 de agosto, quando morreram 22 pessoas na sede da ONU em Bagdá, no pior atentado terrorista contra dessa organização.

Foi o secretário-geral, quando viajou para Brasil para os funerais de seu enviado especial no Iraque, o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que convidou o músico para oferecer um concerto em memória das vítimas. Gil, que já recebeu vários prêmios Grammy – um dos principais prêmios da música mundial – tinha uma viagem prevista para Tel-Aviv, mas decidiu mudar seus planos de viagem. Annan agradeceu a presença e o talento do músico que ajudaram a levantar o ânimo da “família da ONU” e lembrou um ditado de Timor Leste que diz que “o amanhã começa hoje”.