Garotinho diz que não fechou convênio com prefeito do Rio

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Publicado sexta-feira, 26 de setembro de 2003 as 18:25, por: cdb

O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, afirmou nesta sexta-feira que a sua Secretaria não recebeu verbas da Prefeitura do Rio. De acordo com ele, o único convênio assinado foi com a Secretaria de Administração Penitenciária, em troca do terreno do Complexo da Frei Caneca. O prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, publicou um decreto com o cancelamento de um convênio com o governo do Estado na área de segurança pública.

“Nunca foi assinado um convênio com a Secretaria de Segurança. Então, ele não pode cancelar algo que não existe”, resumiu Garotinho. “O convênio cancelado é da Secretaria de Administração Penitenciária. Portanto, compete ao secretário Astério (Pereira dos Santos) saber do prefeito o que será feito com a área que a Prefeitura adquiriu”, acrescentou.

O secretário creditou a reação do prefeito Cesar Maia – que divulgou hoje pela manhã nota à imprensa afirmando que Garotinho ”humilha” a esposa ao responder questões que dizem respeito à governadora e que a população do Estado do Rio devia sentir vergonha por ter que receber recursos do município – a um ato político.

“Um número grande de vereadores aderiu ao PMDB (legenda de Garotinho) e hoje o partido praticamente tem maioria na Câmara dos Vereadores. Lamento que ele (Cesar Maia) tenha se deixado levar por interesses políticos. O prefeito deve deixar a campanha eleitoral para o momento oportuno. Ele está sofrendo de ansiedade política porque sabe das dificuldades que terá no processo eleitoral”, ressaltou Garotinho.

O secretário também rebateu a afirmação – presente no comunicado distribuído hoje pela Prefeitura – de que suas contas foram rechaçadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). “Minhas contas foram aprovadas em 1999, meu acordo da dívida com a União foi considerado pelo então ministro Pedro Malan o melhor do país. Minhas contas de 2000 e 2001 estão aprovadas e tenho uma certidão do Tribunal (de Contas do Estado) de que o meu quadrimestre em 2002 também está aprovado. Não quero entrar em polêmica”, disse.